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Três motivos para gostar de Pokémon


Ah, essa segunda-feira. Deveras especial para nós, Crianças dos Anos 90: hoje é o Pokémon Day! Em 27 de fevereiro comemoramos o lançamento dos primeiros jogos -Red e Green- em 1996 para Game Boy, o começo de toda uma história não só nos games, mas no entretenimento. E como eu não sei se o outro Cosmo Nerd que eu venho (ou vinha?) preparando vai dar certo, bora falar dessa nerdice tão querida.

Mal ou bem eu ainda gosto bastante de Pokémon. Ainda sofro com o estigma de "coisa do diabo" que o pessoal carrega na cabeça desde 1990 firme e forte, junta com a falta de informação, o preconceito sem fundamento, e aí já viu. Imagina carregar isso há 21 anos? Porque é, eu tenho 27 anos e desde os 6 ando ligada nos pocket monsters, e é tanta coisa legal nesse universo que é uma pena as pessoas não notarem. Preconceito é uma bosta, nunca esqueça disso.

Só que a nossa missão é levar conhecimento nerd para quem ainda não conhece, então o Cosmo Nerd vai com uma lista de motivos para você gostar de Pokémon. Vem comigo.

1) A mitologia é incrivelmente rica
Eu amo escrever, e duas franquias reforçaram essa paixão: Saint Seiya e Pokémon. A mitologia dos bichinhos é rica demais. Sério. São detalhes incríveis não só deles em si, mas de personagens, locais. 

Exemplo: Sootopolis. A cidade fica dentro da cratera de um vulcão, que simplesmente nasceu no meio da água, foi enchendo de água da chuva por dentro e bam, Sootopolis. Para andar pela cidade você precisa usar muitas escadas, e para chegar na cidade é preciso achar o local onde passar com um pokémon que saiba o dive.

Isso porque eu não falei dos pokémon: Os Espadas da Justiça (Cobalion, Terrakion, Virizion, e Keldeo) são inspirados nos Três Mosqueteiros + d'Artagnan; as Forças da Natureza (Tornadus, Landorus, Thundurus), inspiradas nos kami - espíritos divinos da mitologia japonesa, no Trio Tao, Zekrom e Reshiram representam o Yin Yang, e o Kyurem o wuji, a ausência de Yin Yang, e dá para esquecer dos pássaros lendários -Articuno, Zapdos e Moltres- com os nomes derivados do espanhol? (uno, dos, três)

E eu continuo: o Torterra, que eu sou apaixonada, é inspirado no mito da tartaruga que carrega o mundo das costas, a mesma que inspirou a série Discworld do Terry Pratchett. O Banette, que eu gosto pela bizarrice, é inspirado nas bonecas de vodu e tem ligação com o Mottanai, palavra budista antiga que fala da "ideia xintoísta de que os objetos têm almas." Ainda tem os Titãs Lendários (RegiceRegisteelRegirockRegigigas), cujos olhos seguem um padrão similar ao braile.

Olha que um dia eu invento de fazer um especial só sobre isso. (!)

2) O anime vacila, mas até que diverte
Há quem reclama de chatice sobre o anime de Pokémon, há quem reclame justamente. Eu por exemplo, morro no vacilo da continuidade onde um bicho (ou o próprio Ash) que era mais forte numa região, perdeu força na outra, clássico. Ou daquele tipo sem chance de vencer o outro, que vence (me divide essa parte, pois eu curto e fico mordida com ela). Fora personagens irritantes (desculpa, Iris), por que diabos o Ash sempre abandona as companhias no fim de cada temporada...

E por que raios não deixam o doido vencer uma liga.

Mas até onde eu vi pela última vez (fim da temporada XY), insisto: o anime diverte. Tem suas horas que misericórdia, vergonha alheia, mas é muito legal ver o retorno da Dawn em Best Wishes, da Cynthia, o N, o menino tentando tirar foto das variações dos Sawsbuck. A Serena sendo a Serena. Ou as horas que o coração chega apertar, como numa das cenas mais lindas já feitas:


Ou aquela que dispensa comentar:


3) É o marco de uma geração
A oferta de conteúdo nerd hoje é absurdamente maior que em 1990, mas os anos 90 têm um charme doido. Dão mais saudade que tudo, pois eles foram marco na TV brasileira (ah, Manchete..) coisa que dificilmente vai se repetir na TV do Brasil. Eu duvido muito. E outra: o brasileiro consome mais e mais entretenimento americano, então apesar da popularidade japonesa, o "geek" tomou o espaço do "otaku," e onde era Pokémon, agora é Apenas um Show, O Incrível Mundo de Gunmball que não são ruins, mas falta ter "sustância."

Steven Universo e Hora de Aventura são incríveis ao melhor estilo Pokémon (até mais), mas entende o peso dos monstrinhos? Não dá para trocar Pokémon por Ben 10 sem sentir uma diferença grande. O mais perto de Pokémon é Yo-Kai-Watch, que eu gosto, mas não tem aquele feeling.

Resumindo
Pokémon é uma franquia que me fez crescer como pessoa pessoa, e pessoa criativa, e isso não tem preço. Óbvio que defeito não vai faltar... Mas os prós superam os contras? Superam. Então é nisso que eu me apego e mais importa, odeio essa mania da internet de focar nos defeitos tanto ao ponto de esquecer como curtir o lado bom das coisas.

Ter meus amigos pra trocar figurinha e desenhar na 1a série foi inesquecível, começar jogando pela 3a geração também, chorar com Mewtwo, o filme do Victini (que é mais triste do que parece...), do Genesect (chega apertar o coração só de lembrar), lembrar do Twitch Plays Pokémon... A viagem é doida, mas tá valendo a pena.

E feliz #PokemonDay!

Sobre Bruna

A loca de todas as coisas. Devota de Céline Dion. Mini Wikipedia de Scarlett Johansson Facts.™ Eu gosto de romances como eu gosto do meu café.

(Eu não tomo café)

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