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A história de como eu comecei a jogar com a Chun-Li


Essa quarta-feira, 1 de março, é deveras especial: uma pessoa que eu gosto faz aniversário. Quem? A Chun-Li. Então nada como comemorar recordando uma das minhas memórias gamer favoritas que envolve a Mulher Mais Forte do Mundo, a primeira dama de Street Fighter.

Vem comigo.


Eu gosto um tanto de jogos de luta, até. Passo raiva (e não é pouca), mas ainda assim me divirto bem, em especial se forem os das antigas: Marvel vs Capcom, Marvel Super Heroes, Double Dragon, The King of Fighters 98, pois é sabido que apesar do respeito aos novinhos (KOF XIV, Mortal Kombat X, Blazblue Chrono Phantasma), eu vivo mesmo é com a cabeça nos games das antigas. E tudo começou lá atrás mesmo, sei lá quando eu, por aleatoriamente alugar Street Fighter II numa das locadoras que tinha aqui no bairro.

Te falar... Eu sinto falta das locadoras, viu. Tinha uma vibe boa nessa coisa de alugar games. Difícil explicar.

A jogabilidade de Street Fighter II era toda dura, mas quem sou eu pra reclamar quando cito Double Dragon? Os cenários eram altamente pixelados, e a trilha sonora é eterna, que qualquer gamer na casa dos 20 poucos anos conhece.

Guile e Ken foram raiva a primeira vista. Eram dois chatos que eu até superava, mas não sem levar meia dúzia de surra. Balrog? A sequência de ganchos super rápidos dele me cria raiva só de pensar, mas nada comparado ao Tiger Robocop do Sagat, que mesmo jogando no emulador passa muito mais dificuldade de jogar contra se comparar aos outros personagens.

Mas nem tudo é ruim, né? No meio tempo eu criei gosto de jogar com o E Honda e sim, com o Vega.



Não quero enganar ninguém: gosto do Vega pelo charme da personalidade narcisista, o tipo assassino elegante. Vega era rápido, tinha as garras sem ser Wolverine, sempre gostei de usar o rolamento que terminava num ataque bem útil. Isso quando eu encaixava o ataque, mas ainda assim... A diversão é tentar. O cenário dele era legal também. Já com o E Honda a estratégia era simples: dar tapas como se não houvesse amanhã, voar de vez em quando se preciso.

Mas a adaptação estava com os dias contados, pois eu comecei a empacar aqui:


O Ryu é overpowered desde muito tempo. Eu sei. Ágil, forte, bom tempo de reação. Já com o Vega sobrava velocidade, mas faltava força. Com o E Honda era tudo ao inverso. Saí testando os outros personagens sem nunca dar certo, e como alegria de n00b dura pouco, bacana era quando ele caia justamente antes da fase bônus de quebrar o carro, que é tão legal. Foi aí que surgiu ela.


Eu nunca tinha me ligado de jogar com a Chun-Li. Na real eu meio que duvidada dela ser eficiente, pois a minha experiência com personagens mulheres em jogos que envolvam luta deixou uma visão bem machista: Blaze em Streets of Rage, Sonya Blade em Mortal Kombat, Tyris Flare em Golden Axe. É. Ainda assim dei uma chance, e aos poucos aprendi a passar o Ryu. Peguei um pouco o jeito dos golpes, e que efeito visual maravilhoso tem o Lightning Kick.

E o importante: descobri que ela podia usar os cantos da tela para fugir do hadouken, e dar o que eu apelidei de chute com o calcanhar. Isso mudou a vida. Não que eu ganhasse de primeira sempre, mas era divertido por demais.


Com o tempo e a tecnologia, ganhei acesso a internet e pude ler mais sobre a história de vários jogos, pois algo que eu amo é saber os detalhes, as nerdices, principalmente dos jogos de luta. Origens, relacionamento uns com os outros, motivações, então descobrir que a Chun-Li tinha sido a primeira personagem mulher jogável da franquia Street Fighter foi interessante. Até me aproximou dela.

Hoje não importa o jogo, se é dupla, trio ou solo, se tem a Chun-Li, ela é minha main. E se ela for low tier, Bruna? Meh. Nunca me liguei nisso, não acho que vai começar agora. Mas graças a Deus existe a Kayane*.

(*Kayane é uma pro player francesa de Street Fighter que joga com a Chun como main)

(Porque 1 clássico é 1 clássico, né amores)

Digo sem esforço que Street Fighter II foi o jogo de luta da minha infância. Mesmo Mortal Kombat, o real rival à altura da época, tinha enormes 0% da minha simpatia por causa do gore que eu acho exibicionista e chato, não empolga, e quando eu era criança até assustava. Como eu odiava o Noob Saibot. Só agora com MKX que eu criei um interesse, mas ainda assim. Nada minha nossa nossa nossa.

Daí é aquilo: o aniversário é da Chun-Li, mas quem se sente velha é a pessoa que vos fala, lembrando dessas coisas. Apesar de eu achar a comunidade de Street Fighter muito cricri (não sei se tem alguma que supere), a franquia tem um espaço especial no meu coração nerd. E foi assim, nas águas hue dessa vida que eu segurei nas mãos de Chun-Li e fui.

Sobre Bruna

A loca de todas as coisas. Devota de Céline Dion. Mini Wikipedia de Scarlett Johansson Facts.™ Eu gosto de romances como eu gosto do meu café.

(Eu não tomo café)

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