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HIdeo Kojima dá sua opinião sobre Ghost in the Shell


Quando Hideo Kojima fala, nós meros mortais, só temos a opção de escutar. E o pai de Metal Gear Solid recentemente compartilhou suas opiniões sobre Ghost in the Shell, que estreou no Brasil em 30 de março, não surpreendendo ao expor uma visão deveras interessante.

Para ele, o filme foi "extremamente bem sucedido em se encaixar na concha de um blockbuster de Hollywood" ao interpretar a história original do "fantasma," e destacou que o longa é uma boa adaptação para quem quer algo menos filosófico que o mangá de Masamune Shirow, ou o anime de Mamoru Oshii.

Kojima também descreveu o trabalho do diretor de Rupert Sanders como "surpreendentemente leal ao anime original," fazendo uma comparação com o universo cinemático da Marvel, onde "a concha" (o visual do filme, os cenários, a apresentação e as performances modernizadas) e "o fantasma" (as identidades dos personagens, os temas) são frequentemente alterados para o bem do filme.

Em novembro, quando o primeiro trailer de Ghost in the Shell foi lançado, a IGN divulgou um vídeo comparando as semelhanças entre o filme de 1995, e o filme de 2017. As semelhanças são enormes e realmente, surpreendem:


Dito isso, Kojima continuou:

Mesmo com todas as últimas tecnologias visuais, no entanto, o filme basicamente se resume a uma série cenas do anime fielmente recriadas. Não é uma coisa ruim por si. Como fã do mangá e anime, foi uma surpresa agradável, e o respeito que o filme mostra em imitar o anime é inquestionável. Como verdadeiro fã das obras originais, entretanto, não posso deixar de sentir que a produção ficou presa na casca do original, e como resultado, não consegue ser ele mesmo.

Por fim, Kojima concluiu que Ghost in the Shell "não tem a grande influência de alcance do mangá, e o impacto do anime," dizendo que ao deixar o cinema, "os personagens ficam para trás, presos em suas 'conchas', incapazes de se libertarem" No entanto, ele observou que isso não é necessariamente culpa do filme, uma vez que o mundo é um lugar muito diferente agora, em comparação a quando o filme original foi lançado.

O mangá foi serializado pela Young Magazine da Kodansha em 1989, e foi lançado nos EUA em 1995 pela Dark Horse. Na época, a internet era "uma fronteira nova e misteriosa," enquanto agora é uma "entidade" que podemos conhecer através dos números. Para Kojima, Motoko Kusanagi dizer que "a rede é vasta e infinita" não teria o mesmo efeito hoje em comparação na época original.

Ghost in the Shell tem sido imã de polêmicas, onde a cruzada da mídia novamente foi efetiva em mexer na forma do público receber o filme no ocidente, algo que se repetiu inúmeras vezes em 2016 com Batman vs Superman, Warcraft, X-Men: Apocalipse, Esquadrão Suicida, e caso não fosse uma propriedade Disney, mesmo Rogue One teria sido uma das baixas.

Em 2017, Assassin's Creed e Power Rangers fizeram as "honras."

Por outro lado, no oriente, casa da Major e da Seção 9, a recepção foi um tanto quanto diferente.

Atualmente o filme caminha para os 130 milhões de dólares em bilheteria global, número razoável considerando o passado obscuro dos live-action de anime.

O texto completo de Hideo Kojima você encontra no Glixel, e a pessoa que vos fala recomenda muito a leitura, segue o link. No giro das outras notícias, Kojima segue produzindo Death Stranding, game que será estrelado por Norman Reedus (The Walking Dead), e terá personagens baseados em Guillermo del Toro e Mads Mikkelsen, com possível lançamento em 2018.

E aí, você já assistiu o filme e tirou as suas conclusões? Aproveite a vibe, pois Ghost in the Shell terá novo anime co-dirigido por Kenji Kamiyama (Ghost in the Shell: Stand Alove Complex) e Shinji Aramaki (Appleseed). Mas enquanto não saem novidades, vem com a gente conferir o review do filme, e assistir um Redação bem especial:



Sobre Bruna

A loca de todas as coisas. Devota de Céline Dion. Mini Wikipedia de Scarlett Johansson Facts.™ Eu gosto de romances como eu gosto do meu café.

(Eu não tomo café)

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