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Review: A Vigilante do Amanhã - Ghost in the Shell

Finalmente chegou o dia, tanto de estrear, quanto de ao menos eu assistir. Sim, mesmo com Guardiões da Galáxia nesse mês, minha maior expectativa no ano e no primeiro semestre, era, de longe, Ghost in the Shell. Era o momento de Hollywood finalmente acertar a mão em adaptar algo vindo do Japão, e veja bem, sci-fi ajuda. Vamos descobrir no que deu pelo meu ponto de vista.

Num mundo pós 2029, cérebros se fundem facilmente a computadores e a tecnologia está em todos os lugares. Motoko Kusanagi, conhecida como Major, é uma ciborgue com experiência militar que comanda um esquadrão de elite especializado em combater crimes cibernéticos.

Antes de começarmos, se você ainda estiver perdido, não sabe do que se trata, dê play no vídeo abaixo:


Como os trailers já nos indicavam, cada cena retratada do OVA foi fielmente realizada no live action. Logo na abertura a criação do corpo da Major, segue os mesmos ângulos do anime. Muitas coisas não há do que reclamar, souberam tratar bem o produto.


A história pega a original, conforme havíamos comentado e deduzido ano passado com os primeiros materiais divulgados, e, abraço o conceito de Stand Alone Complex, ou, o complexo da solidão. Todos os problemas que Motoko Kusanagi enfrenta no OVA, ela enfrenta aqui, e, principalmente quando começa a questionar sua existência e origem.

Aliás, nesse aspecto, o filme introduz um pouco de liberdade criativa e não descaracteriza a fonte, pelo contrário, simplifica sem nos tratar como bobos, e, realça ainda mais o fato de existir a alma (Ghost) dentro do corpo cibernético (Shell).


Quando falamos de liberdade criativa nas adaptações, em geral, elas tendem a ser o motivo de rage. Honestamente, não senti falhas no filme e até mesmo aquela polêmica do White Washing tem um plot digno dos dibres do Ronaldinho. Confesso que um detalhe do nome dela me irritava muito no filme, até que, veio na minha cara de forma a amarrar a trama e manter as motivações dela, e sim, no final das contas ela é Motoko Kusanagi.

Outro ponto a se destacar é identidade visual do filme e principalmente a caracterização final dos personagens. Eu lembro bem quando disse que em alguns momentos, Major parecia um cosplay simples e não a retratação da personagem. Vendo o filme e tanta coisa bem encaixada, notamos como foi acertado cada detalhe.

Scarjo utiliza as mesmas roupas civis de Motoko, seu andar um pouco desajeitado, possui seus momentos de relaxar mergulhando. Batou está impecável no figurino e principalmente o detalhe dos seus olhos. Togusa não aparece tanto, contudo, é possível identificar a mesma intensidade da humanidade dele do anime no live action. Um grande destaque vai para Daisuki Aramaki e junto com ele, suas falas, totalmente em japonês.

Chefe Aramaki no Sector 9
Esse detalhe de permitir o oriental, sendo totalmente oriental, parece algo bobo, porém, como falamos de um futuro com tanta tecnologia era de se esperar implantes de tradução mesmo, né? Já que falamos de japonês, repito, o caso do washing white teve um bom contorno e todos os orientais do filme são respeitados, até as gueixas robôs.


Provavelmente eu também faça um vídeo sobre o filme, porém, nele acabarei entrando em detalhes, e sim, spoilers estarão la e o filme tem minha aprovação no quesito "Hollywood pode se salvar ao adaptar material japonês". Aqui procurei ao máximo revelar pequenas coisas que possam estragar sua experiência. Após assistir deixe seu comentário abaixo nos contando sua visão do filme.

Sobre Wakashimazu

Gamer de nascimento, guitarrista por insistência, se divide em três para dar conta de dominar o mundo da música, dos jogos e dos otakus, enquanto lida com a caixinha de surpresas chamada de vida. Pode ser encontrado no Last FM, na Live ou no fórum!

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