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Review: Karma. Incarnation 1 (PC)


Quando você gosta dos jogos indies tanto quanto eu sei que gosto, é fácil esbarrar com pérolas feito Karma. Incarnation 1. Sério. Eu não sei quais são as suas definições de bizarrice, mas prepare-se para atualizar elas, pois é um game até meio difícil de falar sobre. Entretanto, se você abrir o coração para encarar a jornada proposta, terá uma experiência bem interessante.

Primeiro, o trailer


Segundo, a história
Mesmo tendo visto o trailer, a chance de não entender a história é real, digo pela experiência. Então preste 100% de atenção no que eu vou dizer: o game conta a história de amor entre duas almas, onde uma é abduzida por espíritos malignos, e a outra precisa resgatar o seu amor perdido, mas para isso é necessário nascer como um dragão e enfrentar o mal. Entretanto, alguma coisa deu errado no meio do caminho, e a alma nasce na forma de uma larva chamada Pip.

Com Pip você vai embarcar por um mundo surreal, resolvendo quebra-cabeças e escolhendo entre o bem ou mal ser ou não ser, aprendendo sobre o carma através de ações que afetam diretamente o andamento do jogo. Ou seja: atos maldosos arruínam o carma do Pip e mudam sua aparência, boas ações ações purificam o carma. E os personagens reagem de formas diferentes a isso.

Trilha sonora e visual: o melhor combo
O trunfo do game está aqui. A trilha sonora é do Zmeiraduga, banda neo-aborígene que misturou tudo: eletrônica, world music, new age psicodélica, vocais diferentes, partes tribais... Muita loucura. A combinação por vezes me lembrou My Singing Monsters, e eu digo como elogio, pois esse game mobile é muito forte na música. As vezes lembrou a era folk da carreira solo do Sting (Fragile, Soul Cake, etc) e até Alex Boye, se deixar.

Recomendo muito ver a página do Zmeiraduga no Bandcamp e ouvir a trilha sonora completa. Aqui eu vou deixar uns incentivos:





Já o visual é ainda mais bonito, super artístico e ao mesmo tempo com um Q cartunesco do tipo que me remete ao Tim Burton, eu diria. Tem também uma ponta do estilo 1920-ista que deu vida a Salvador Dalí, e se uma coisa, seja o que for, tem influência direta ou indireta do Dalí, pode contar que eu vou ficar sabendo. Os traços e as cores são marcantes, dão um ar aventureiro e de curta metragem. Detalhe: as animações foram feitas à mão, e os personagens, individualmente.

Controles
Os controles são de um point-and-click, ou seja: mouse, basicamente. Não tem aquela complicação de mil comandos feito um jogo de luta, mas por outro lado você terá que "se movimentar" bastante, e usar os comandos para interagir com os cenários de mil formas, seja conversando com personagens, clicando em lugares aparentemente aleatórios, mas que vão permitir você avançar no cenário, e etc.

Pip inclusive tem momentos "lâmpada na cabeça," onde ele pensa (aka te sugere) alguma coisa para fazer. E tem a Visão Astral! No canto inferior esquerdo você aciona essa habilidade que permite Pip ver o mundo dos espíritos em qualquer estágio do jogo.

As críticas
Chegou o momento do gongo: temos críticas sim. Duas, mais exatamente. A primeira é que o tempo de loading é muito demorado, toda santa vez que você entra no jogo, ou vai de uma fase para outra, a demora é tanta que dá a impressão do jogo ter travado.

A segunda crítica é bem mais complicada: no trailer você viu que não existe um diálogo sequer, e é isso mesmo. Karma. Incarnation 1 só trabalha com comunicação visual, o que é muito ousado e eu respeito, é criativo, reforça a importância da arte do jogo, mas ao mesmo tempo, a falta de um pouco de texto explicando certas partes, fez com que eu perdesse parte do interesse.

Não é que eu não goste da ideia da comunicação 100% visual, o problema é: devido o próprio estilo visual do jogo, surreal, e a ausência de texto, mais de uma vez eu tive dificuldade em entender o que estava acontecendo, não ficou muito didático. A solução nessas horas foi um "sorria e acene" e bora continuar jogando, o que é uma pena, pois tirou parte do impacto da jogatina.

Veredito
Karma. Incarnation 1 é uma história criativa, e contada de uma forma que enche os ouvidos e olhos de gosto. A sacada maior do game está . É um game que deixa você na curiosidade, o que é bom, mas pede paciência para entender o que acontece + como progredir, não só pela falta de textos, mas também pelos quebra-cabeças.

O jogo está disponível na Steam por R$ 6.29, um preço absolutamente módico em comparação aos títulos AAA, mesmo de outros indies. Se você quiser, pode levar Pip no seu smartphone, pois o game está disponível para Android. O download é grátis, mas o game só funciona a partir do Android 4.1. Resumindo: vale o investimento de tempo e/ou dinheiro? Vale. É apoiando os indies de hoje, que eles podem se tornar os grandes de amanhã.

Siga os desenvolvedores
karma.game
www.facebook.com/Karma.Incarnation1
twitter.com/Karma_Adventure

Sobre Bruna

A loca de todas as coisas. Devota de Céline Dion. Mini Wikipedia de Scarlett Johansson Facts.™ Eu gosto de romances como eu gosto do meu café.

(Eu não tomo café)

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