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O mundo precisa de mais mulheres fantásticas, na vida real e na ficção


Todo dia é o "dia da mulher," mas oficialmente o mundo lembra disso em 8 de março, que não é uma escolha aleatória: Não existe a origem exata da data, mas uma delas vem do movimento operário das mulheres nos EUA e Europa. Esse link da BBC Brasil traz um ótimo texto sobre o assunto. Por aqui, no mundão nerd, também tem assunto pra falar.

A 'função' da mulher é polêmica. A mais comum é de donzela em perigo, e eu só não odeio isso mais do que a mulher que só serve como interesse amoroso do cara, sem um objetivo dela que não envolva ele. Mesmo quando a galera escreve a "personagem feminina forte," ainda cai num mar de clichês. Mas ver a invasão das minas nos jogos, séries, cinema, é lindo. Ainda não tá do jeito que eu gostaria, mas o caminho é longo, e cheio de potencial.

Mas por que uma boa personagem feminina é importante?

Tem a resposta longa, que rende um TCC, e a resposta curta, que eu vou usar aqui:

Por que as mulheres são f*das demais.

Uma personagem feminina bem escrita não é raro, mas também não surge aos montes. Quando isso acontece, a tal "representação" que todo mundo fala, chora e agradece.

"Ain, mas a internet vive querendo forçar essa m*rda de representação pra gente."

Não. 

Eu gosto de todo bom personagem, seja homem, mulher, animal, vegetal ou mineral. Mas aí vai uma história pessoal: Quando você, mulher, já passou pela depressão, luta diariamente contra a ansiedade, tem vários burnouts emocionais, é fácil se achar incapaz e inútil. Tudo joga contra. Por isso é importante ter mulheres reais e maravilhosas, dando vida a mulheres da ficção e maravilhosas.

É uma forma 'simples,' mas muito importante de dizer a mim mesma, e tantas garotas e mulheres em situações até piores: "Não desista. É normal errar, se sentir sozinha, mas você consegue ganhar."

Daí eu resolvi fazer um listão das minhas personagens favoritas, por um motivo ou outro. Resumido, pois se fosse pra ser definitivo, é como calcular PI: Não dá pra calcular.

 
Diana Prince/Mulher Maravilha

Quando anunciaram a Gal Gadot como Mulher Maravilha... Eu fiquei na dúvida. Será que vai rolar? Mas antes de condenar a moça como meio mundo fez, #EuEscolhiEsperar e a felicidade foi imensa ao ver que rolou sim. A Diana Prince da Lynda Carter fez história, mas a da Gal é igualmente ótima, muito por ela ser um amor de pessoa, então facilita demais na hora de traduzir isso na heroína.

É difícil separar atriz e personagem! Tanto a Gal quanto a Diana têm uma leveza de espírito que é maravilhosa, e ao mesmo tempo uma capacidade natural de lutar pelo certo. E um sorriso que olha.

 
Rey

Não sou a maior fã de Star Wars, mas quando os trailers do Episódio VII apresentaram a Rey, bateu a curiosidade sincera. Nunca me apaixonei tão rápido por uma personagem, ha. A história da Rey não é tão mirabolante, melhora quando ela vira a primeira Jedi protagonista, mas o que dá o gás mesmo é a interpretação impecável da Daisy Ridley, injetando uma dose de emoção gigante. E Deus abençoe o sotaque britânico.

 
Ilsa Faust
Missão: Impossível sempre teve personagens femininas boas, mas Nação Secreta subiu o nível com a misteriosa e elegante Ilsa Faust. Ela vai na contramão do estereótipo que eu tanto odeio: Sua história ao mesmo tempo é paralela e ligada a do Ethan, mas ele é quem se impressiona com ela, que faz tudo tão bem quanto ele. Os dois se encontram sem ser num romance! Absurdo. O sucesso da ex-agente do MI6 foi tanto que Rebecca Ferguson volta em Fallout, coisa que nenhuma moça da franquia fez antes.

E Deus abençoe o sotaque sueco (/parte britânico).

 

Renee Walker
Se Jack Bauer era o cara capaz de torturar e matar pra salvar os EUA, Renee Walker era defensora de fazer isso do jeito certo, o que causou um 'bate cabeça' muito interessante entre os dois. A falsa morte da Renee é uma das cenas mais fantásticas da série inteira! Dai a personagem sofre uma reviravolta e se torna tão obscura que impressiona. O final dela não foi dos melhores... Mas a maravilhosa Annie Wersching pôs a alma nessa personagem de um jeito que até hoje ela não conseguiu repetir.

 

Rita Vrataski
No Limite do Amanhã é um filme quase tão confuso quanto Oblivion, mas ele se salva por ter a p*ta badass da Rita. A mulher não é chamada de "Megera de Ferro" e "Anjo de Verdun" por acaso: Rita é parte fundamental da história, não leva desaforo pra casa, e todo mundo tem um medo dela que se mata, pois a doida sabe o que faz quando usa o exoesqueleto iradíssimo do filme. Sem falar da interpretação poderosa da bonita da Emily Blunt. Eu já disse que amo o sotaque britânico?

 

Xena
Ah, a minha infância. Eu despertei pro girl power muito antes de saber o que isso era quando Xena, que era spinoff de Hércules, fez mais fama, ha. Pudera. Apesar do series finale ser incrível de tosco, a jornada foi um marco na TV, e da comunidade LGBT, mas isso eu só soube muito tempo depois. Xena era capaz, conturbada, nobre, engraçada, tinha um coração enorme, e era a Lucy Lawless. Não existem héteros quando o assunto é Lucy Lawless.

 

Joy "Ma" Newsome
Capitã Marvel não podia estar em melhores mãos: Brie Larson é foda. O Oscar que ela ganhou com O Quarto de Jack é justíssimo. Vítima de uma situação muito real, Joy se vê numa situação horrível, porém movida pela esperança que o seu filho, Jack, proporciona. E a interpretação da menina Brie é uma voadora de 2 pés na boca: É emocionante, angustia, você sofre com ela, torce por ela, chora com ela. Eu como pessoa que sofre de uma leve claustrofobia, me emocionei em dobro com esse filme.

 

Rachel Watson
Tá, ok. Momento monopólio com a segunda vez que eu cito a Emily Blunt no texto, mas não tem como - A Garota no Trem é um filme interessante, mas bem confuso, que no final até frustra em parte de você ter assistido... Não fosse por servir de sala pra Emily dar um PhD de interpretação, vivendo a ex-esposa meio stalker, desempregada, e alcoólatra ao ponto de sofrer comas. Não é o melhor exemplo de pessoa, mas ao mesmo tempo é, pois não esconde o quanto a Rachel é humana. "Só" isso já compensa encarar o filme.

 

Gerda Wegener
Não gostei muito de A Garota Dinamarquesa, mas eu entendo o valor da história. Ainda assim eu vi por motivos de dever de casa, afinal, Alicia Vikander ganhou o Careca de Ouro com ele, e ela será a nova Lara Croft em Tomb Raider - A Origem. Também não concordo com certas coisas feitas pela Gerda, mas o trabalho da Alicia é sólido, cativante, é como se ela tivesse vindo direto da época que o filme se passa. E sim, eu amo mesmo o sotaque sueco.

 

Ravenna
Eu defendo algo sobre a representação feminina: Não precisamos só de boas heroínas, precisamos de boas vilãs também. Nisso a rainha Ravenna, de Branca de Neve e o Caçador cumpre perfeitamente o papel: O objetivo dela é claro, e vale tudo pra conseguir. Ravenna é poderosa, sádica, cruel, um dos raros acertos desse filme (e do segundo), e vivida por um dos vários amores da minha vida: Charlize Theron. Auto-explicativo. *risos*

 

Zelena
Seguindo, um momento raro onde eu vou falar bem de Once Upon a Time, porque eu odeio essa série. Tinha tudo para rivalizar com as séries mais populares de fantasia, mas oh que surpresa, a ABC tornou OUAT numa novelinha pra alimentar o câncer do "shippar." Mas a Zelena, apesar de ter ficado aguada depois, foi ótima no começo, uma vilã digna do talento da Rebecca Mader. É, é, eu arrasto uma asa pelas britânicas, ha.

 

Hela
Terminando o bloco das vilãs, como esquecer da Hela? Uma vilã ridícula de poderosa, ameaça real que tocou o terror em Thor: Ragnarok, mas sem cair -tanto- nos clichês do MCU, méritos do papel ter sido vivido por outra linda de viver - Cate Blanchett. Hela esbanja graça e uma energia violenta, que fazem você torcer 100% por ela. Eu sei como Thor 3 termina... Mas se Thanos vive paquerando a Morte, quem me impede de sonhar que ela é a Cate? Digo, Hela.

 

Jessica Jones
Eu me identifico com ela mais do que eu gostaria, e não pelas melhores razões: Na maioria do tempo Jessica é auto-destrutiva, e eu sei como é isso. A versão Netflix, vivida pela Rysten Ritter, reforça meu amor pelo anti-heróis - a galera que salva o dia, mas não do jeito padrão, e que mesmo sendo um azedume, são os personagens de coração mais rico. A amizade dela com a Trish é tudo.

 

Melinda May
Tal como eu defendo termos boas vilãs, defendo termos boas anti-heroínas, pois é isso que eu vejo na Melinda May, rainha de tudo na Marvel Television. Posso não mais assistir Agents of Shield, mas eu guardo com um baita gosto as memórias da agente hiper badass, distante, mas que guarda um carinho enorme pelos agentes mais novos, a família que ela nunca conseguiu ter, e que ajudou a superar os traumas antigos. Afinal, não é qualquer papel que você dá nas mãos da Ming-Na Wen, pelo amor.

 

Maria Hill
O MCU inverteu algumas coisas das HQs, e uma delas foi não tornar a Maria Hill dos filmes na filha da put* que ela é nos quadrinhos, o que eu ainda assim acho interessante. É uma pena nunca terem explorado o potencial da Cobie Smulders com a personagem, porque ela é a Maria Hill da vida real. Quem sabe Capitã Marvel não muda isso? Afinal ela e o Nick Fury aparecerão no filme, confirmando em 101% que eu realmente vou assistir esse negócio.

 

Natasha Romanoff/Viúva Negra
Não tem nada que eu diga que traduza 100% do meu amor por essa personagem. Tem muita história aqui, então deixei pro Renan falar umas curiosidades bem boas sobre ela, todas aprovadas por mim, claro. A ruiva/loira sinistra é meu tipo de personagem favorito: Passado violento, dificuldade de se aproximar dos outros, aquela personagem pra você abraçar e dizer calma, tá tudo bem agora

Ela demora a criar confiança nos outros, mas quando faz isso é uma amiga ganha para vida inteira, vide Capitão América 2 onde o Sam, desconhecido, aparece como amigo em Guerra Civil, fazendo até gracinha com ela. E falando nisso, é a Natasha que sugere a doideira dos Vingadores assinarem os Acordos de Sokovia só para não se separarem. 

E claro, evidente, lógico, óbvio, notório, gritante, perceptível, provado (ok, chega):

Scarlett Johansson.

Se você me segue no Twiiter, tá mais do que no costume com as tietagens, ha.

Feliz #DiaDaMulher!

Sobre Bruna

Entusiasta dos jogos indie, mobile e de luta. Mini Wikipedia de Scarlett Johansson Facts™. Publicitária. Em terra de plagiador, quem tem conteúdo original é rei ou otário?

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