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Comentando: Saint Seiya Trailer 1 (Netflix)

Esse post ganharia vida no final de semana, contudo, algumas coisas devem ser preservadas quando chegamos no tocante a certa idade da vida. Como não vivemos de hype, chegou a hora de falar sobre o primeiro trailer de Os Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya) versão Netflix. Muitos têm medo das versões ONA (Original Netflix adaptation) e essa gerou um barulho alto demais, visto que, a "otakusfera" ama dizer que CDZ não possuí mais relevância. Solta o play e vamos conversar:





Tudo começa lembrando que é uma adaptação original Netflix. Isso é importante para lembrarmos que eles obviamente usarão a obra original, contudo, mudanças podem e devem acontecer na versão deles, não que isso signifique Seiya negão.

Os primeiros momentos a narração explica sobre os cavaleiros que são homens e mulheres com poderes diferentes do que você já viu antes. Um ponto curioso nessa sequência é vermos a urna de Pégaso e quando Seiya invoca a armadura, ela está no estilo de A Lenda do Santuário, sendo o pingente. Um momento controverso que não tem muito para onde atirar o porque.

Temos os primeiros olhares em Hyoga e Shiryu, especialmente este com Élcio Sodré gritando Cólera do Dragão. Então a narração acaba falando sobre a nova geração de Cavaleiros do Zodíaco com Sienna (Saori) a reencarnação (se ainda for no ONA) "ungindo" seus cavaleiros de Bronze.

A sequência exibe um pouco dos famosos cinco cavaleiros em ação e temos o momento que Shaun (antigamente conhecido como Shun) fala pela primeira vez, e sim, Andrômeda virou mulher nessa versão. Como isso talvez fosse pouco para a galera que ama reclamar eis que temos a primeira vista nos Cavaleiros Negros e eles são bem diferentes da obra original.

Polêmicas vazias

Originalmente eu não ia usar esse espaço do trailer para comentar algumas coisas, contudo, talvez seja melhor. O primeiro ponto é a escolha de arte e particularmente não vi problemas do anime ser 3D. O trailer está bem animado, os traços seguindo o que conhecemos bem.

Saint Seiya da Netflix não é para a galera da minha geração, a que está em torno dos 30 anos para mais ou para menos, porém, é um anime que existe por causa de nós. É um pequeno paradoxo visto que Cavaleiros do Zodíaco é bom, mesmo tendo muitos problemas, mas é uma obra que só consegue envelhcer se for criado spin-offs fora da história principal.

Em alguns momentos pode saturar mas a história de CDZ é conhecermos os cavaleiros e vermos Santuário, talvez Asgard, Poseidon e Hades para completar o arco da série. Então como fazer algo de CDZ sem falar disso? Somente com animes novos como tivemos Lost Canvas, Omega e na data dessa postagem temos Saintia Sho.

Saint Seiya Omega até foi uma boa tentativa, eu sei que controversa também poderia ser utilizado, e teve a ideia de tentar unir a geração que cresceu conhecendo cavaleiros a apresentar pros seus filhos a série com uma história que tentou caminhar um bom tempo sem ter os nomes conhecidos roubando a cena dos jovens da vez.

Shauna

Uma das cuestões mais curiosas foi ver a reviravolta sobre o Shun se transformar em mulher. Essa discussão teve alguns pontos e começou da galera odiando, e com o tempo, a galera odiar quem tava odiando a mudança para defender.

No tocante a falar sobre personagens de desenhos ter de representar algum tipo de minoria e vitimismo, particularmente eu não gosto de falar sobre isso, e ainda mais nesse caso que talvez uma mulher poderia falar melhor.

Mais como deixarei meus dois centavos de prosa a mudança acaba sendo cômoda, fácil e sem a tentativa de tentar ousar se a ideia era ter uma personagem feminina com destaque. Saori, digo, Sienna tem seu potencial e destaque, ela é deusa, mas ocupa na maior parte do tempo o papel da mocinha que será raptada. Hoje em dia isso funciona se for muito bem feito, pois, as garotas não gostam mais de ver isso e nem querem ver uma deusa desse jeito e estão certas.

Então falam "mas e a Marin e a Shina?". Elas são Amazonas de Prata e se fossem colcadas no grupo seriam rebaixadas para Bronze e possivelmente nerfadas. É algo dificil e toda escolha geraria problemas, mas e se, algum cavaleiro de bronze esquecido recebesse a troca de sexo e uma participação gradativa? Ou algo como foi a Yuna em Omega? Quando chega o momento das 12 Casas toda ajuda extra é mais do que bem vinda.

A Toei não gostou muito da ideia no Shun e acaba aceitando talvez para demonstrar que não estão tão radicais para interferir em tudo ou realmente deixando a Netflix livre para tentar fazer algo acontecer de diferente. Shun já era um personagem diferente ao ser o cara mais sensível e ao mesmo tempo um dos cavaleiros de bronze mais fortes com a tida a defesa e ataque perfeitos da Corrente de Andrômeda.

Tem solução?

De forma simples e direta tem: aguardar o resultado final e ver no que deu anime. Eu não repudio tentarem algo novo ao mesmo tempo que entendo que mudar o Shun também não foi a boa escolha, mas no final, somente assistindo o produto disso tudo para saber se foi feito algo bom ou não.

Uma história particular de quando saiu A Lenda do Santuário. O filme me parecia que acabaria com boas memórias e afins e meu Zeus do céu, Milo virou mulher. Logo meu signo e meus Cloth Mithy indo embora ali. No final eu gostei do filme, ele foi corrido e isso é ruim, mas foram boas ideias e Escorpião ser uma mulher ficou muito bem construído e você ainda pode fazer as famigeradas piadas/brincadeiras sobre as pessoas de escorpião, ainda mais sendo uma mulher bem forte ali.


Vamos aguardar mais novidades, trailers, ou o anime final para darmos uma opinião real sobre isso. Mas comente a vontade sua reação sem elogiar minha mãe ou as mães da equipe de produção, beleza? hahaha.

Sobre Renan

Gamer que joga, escreve para gravar e a vida lhe fez fazer tudo que nunca pensou em fazer. Perito na discórdia por ter opinião, Renan também disse que nunca se referir a si mesmo na terceira pessoa por fugir da fama. Renan vem fazendo bem isso ¯\_(ツ)_/¯

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