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Vale a pena ler de novo: resumo da semana 03/02 a 09/02

Um som pra gente curtir: Kiuas - Conqueror

Eu tô bastante confusa com esse ano. Apesar de não comentar aqui diretamente, pois não é bem uma discussão até para retrô semanal, pincelei o tema no texto de 20 a 26 de janeiro. O caos, puro, real e brutal que tem atingido o Brasil, principalmente o meu Rio de Janeiro, é uma coisa que ameaça até o coração mais esperançoso de desistir da fé por dias melhores. É tanto absurdo que se fosse possível cancelar 2019 para dar reboot, era uma boa. Pena que a vida real não é um MCU da vida.

A morte injusta e prematura do Ricardo Boechat me lembrar de como eu cheguei aqui, no Armadura Nerd. Sabia que uma coisa tem a ver com a outra? Não é surpresa a Pessoa que Vos Fala™ é movida pelas famosas Razões Filosóficas-Existenciais™. É uma memória simples, nostálgica, agradável e bem divertida de lembrar.

Houve um tempo na vida que eu tinha um ódio enorme aos jornalistas. Nenhum prestava, e todos os professores com os quais eu discuti na faculdade, eram jornalistas. Tom e Jerry só vivem tretando? Experimenta colocar um aluno de publicidade e um professor de jornalismo na mesma sala. É battle royale, só sai um vivo. Ou inteiro. Anos depois eu até dou razão a um deles, mas .

Apesar disso, eu gostava do Boechat. Meu pai sempre gostou de ver/ouvir os noticiários da Band, e no começo da faculdade de publicidade ele me dava carona, pois eu ainda não conhecia o caminho. Ele gostava de ouvir a Band News FM Rio, e eu preferia a Sulamérica Paradiso. Claro que eu nem sempre ganhava, então aprendi a ouvir as notícias da manhã.

Mesmo odiando jornalistas, eu aprendi a gostar do Boechat. Era um cara brutalmente sincero na hora de opinar, indo na contramão da ideia besta de que jornalista não tem/pode ter opinião. Informação todo site tem, isso é fácil de conseguir. Opinião, não. Ainda mais se for nesse mundo atual, onde todo mundo é covarde e manipulador, mesmo no jornalismo nerd.

Boechat era um grande profissional, que informava utilizando uma linguagem acessível, bom humor carioca, traços que eu adotei na minha carreira. E as interações dele com o José Simão sempre serão as melhores.

José Simão e Ricardo Boechat: aquela dupla que você chama de brotp goals

Boechat sempre vai ser aquele cara que você podia discordar, mas respeitava o que ele tinha a dizer. Eu sou cristã, e mesmo ele sendo jornalista e ateu, era interessante ouvir a perspectiva dele. Foi assim que eu aprendi não só a pescar a abordagem informativa e informal, ver que o jornalismo deixa bem a desejar - mas ainda tem, ou tinha, quem salvasse a causa.

Você não é dono da razão, nem mesmo da sua. Se você mantiver a mente aberta para mudanças, essa razão pode mudar, evoluir, ampliar. Tem jornalista e publicitário que não acredita nisso, que odeia essa ideia por medo de fazer você pensar e ver que essa pessoa é uma babaca. Mas eu acredito que você é um(a) leitor(a) inteligente, e a coisa não é fazer você pensar. É a gente pensar junto.

Foi o começo de como eu viria a mudar a minha forma de encarar o jornalismo, de incorporar alguns elementos da publicidade e tornar o meu jeito de conversar com você, melhor. Só que esse mundo é um put* mundo injusto, e gente boa às vezes é assim. Passa pela nossa vida, marca, e com a mesma força que marca na chegada, marca na saída.

Meus sentimentos aos amigos e família do Boechat, e também do piloto.

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Entusiasta dos jogos indie, mobile e de luta. Mini Wikipedia de Scarlett Johansson Facts™. Publicitária. Em terra de plagiador, quem tem conteúdo original é rei ou otário?

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