Entre polêmicas e sucesso nos festivais, Coringa atingiu nesta sexta-feira (15) a marca de US$ 1 bilhão na bilheteria global. Com orçamento de apenas US$ 62,5 milhões, o longa da Warner Bros. tornou-se o primeiro de classificação R a atingir essa marca, e o terceiro filme que não é da Disney/Universal a conseguir o feito em menos de um ano. Antes de Aquaman (Warner Bros.) e Homem-Aranha: Longe de Casa (Sony), nenhum estúdio havia alcançado o bilhão desde a Paramount com Transformers: Era da Extinção em 2014.
Transformers: Era da Extinção (US$ 1.1 bilhão), Aquaman (US$ 1.148 bilhão) e Homem-Aranha: Longe de Casa (US$ 1.131 bilhão) precisaram da China para conseguir suas bilheterias bilionárias. Os dois últimos, em especial, se beneficiaram com Capitã Marvel pela demanda de filmes sem ser dos Vingadores na China. Então é, o que Coringa conseguiu não é pouca coisa. Estamos falando de um filme solo que foge da fórmula PG-13, com classificação R e que sequer foi lançado na China.

Claro, os motivos não são a pura sorte. A competição em novembro foi baixa, e os concorrentes de que estreariam este mês - Sonic e Mulher Maravilha 1984 - foram adiados para 2020. Temos ainda a trama violenta e provocadora estrelada por Joaquin Phoenix. A maior lição que Coringa ensina?  Que se você tem uma franquia e/ou marca popular, às vezes é bom correr riscos - mesmo que calculados. Afinal, Coringa foi convencional, mas da forma certa para não ser o seu PG-13 de costume.

Com o sucesso bilionário de Coringa, vem a pergunta inevitável: o filme terá sequência? Afinal, ao com um acerto desses, todo estúdio tenta repetir a fórmula mais uma vez - e aí sim correndo um risco grande e real de dar errado. O diretor Todd Phillips não é contra a ideia, mas para isso ela precisaria atender certas condições. Conversando com o The LA Times, ele explicou seu raciocínio:


Não poderia ser apenas esse filme louco sobre o 'Palhaço Príncipe do Crime'. Teria que ter alguma ressonância temática de maneira semelhante a Coringa. Porque acho que é por isso que o filme se conectou, é o que está acontecendo por baixo. Muitos filmes são sobre faíscas, e esse é sobre a pólvora. Se você pudesse capturar isso novamente de uma maneira real, seria interessante.

Via CBM e Forbes