É isso. Começou a última semana completa de 2019, afinal, na semana seguinte já vamos terminar em 2020. Foi um ano bem doideira, você vai concordar comigo. Mesmo com um monte de nerdice da boa, quem me salvou no fim do dia ainda foi ela - a música. Por isso em dezembro eu decidi fazer a "retrô musical" com uns sons que me salvaram mesmo. Aí já tivemos Bad Dreams do Pete Yorn, Pra Frente da Ivete Sangalo, e Lying Down da Céline Dion. Hoje, vamos ficar um pouco mais pauleiros com I, The Mask, do In Flames.

A idade vem

Tem muita coisa de heavy metal que eu parei de ouvir, ouço bem pouco, e até esqueci que existe. São poucas as exceções, e uma delas é o In Flames. Como eu conheci a banda... Memória. Se eu não me engano foi quando passou o clipe de Alias no Stay Heavy, na Rede NGT. Obscuro, eu sei. Foi um dos meus primeiros contato com death melódico, um gênero que eu odiava e passei a gostar bem.

O In Flames embalou várias fases da minha vida, incluindo uma das mais importantes: a faculdade. Meu emocional sempre foi complicado, e bem frágil. Então foi bem feels a primeira vista descobrir que Alias era do álbum A Sense of Purpose - Um Senso de Propósito. Até hoje esse título dá uma bicuda no coração. Junto com Within Temptation e Trivium, o In Flames foi trilha sonora de 2011, um dos anos mais loucos da minha vida.

Ainda é bom sim

O In Flames antigo é legal, e eu gosto. Demorei a curtir, mas o Clayman é bom demais! Entretanto, eu gosto mesmo do In Flames ASOP em diante, afinal foi a fase que eu realmente comecei a seguir. O humor introspectivo e emotivo deles sempre foi um conforto gigante pra mim. Mesmo quando eles mudaram o som e não ficou tão bom, eu continuei ouvindo. O riff da guitarra ainda é inconfundível.

Eu conheci o In Flames com 21 anos, e agora tenho 30. É estranho, mas prova a qualidade do que os caras fazem, pois atravessou anos sem perder a ressonância. Então se te falarem que só o In Flames das antigas ou recente é bom, não caia no bait. Eu prefiro o recente, mas o antigo tem coisas boas também. Junta com o Within, o Trivium e a carreira solo da Tarja, e é só alegria.

(O vídeo é lyric video, então é só soltar o monstro do biscoito interior enquanto rola a música com a letra)