Nesta terça-feira (28) saiu o primeiro trailer de Ghost In The Shell: SAC_2045, nova animação da Netflix. Como era de se esperar, a recepção foi um caso a parte, afinal, pudera. Junte "Ghost in the Shell" e "Netflix" na mesma frase, e a porca torce o rabo. Você vai ver o pessoal falando milhões de coisas, mas a nossa opinião é bem simples. Sim o trailer é bom, e não, o CGI passa longe de ser o diabo que estão pintando.


Virou moda falar mal do CGI de qualquer coisa produzida pela Netflix. Ninguém mais raciocina se é isso tudo de ruim mesmo, geralmente é só repetir o mesmo discurso igual papagaio. Para o Renan, o CGI da animação de Cavaleiros do Zodíaco é decente, e ele gosta do CGI do Ultraman deles. É importante, pois ele é mega crítico com essas coisas, talvez mais do que eu.

A animação de SAC_2045 não é revolucionária. E por que teria que ser? Tem horas que eu gosto de reinventar, tem horas que eu gosto do "clichê arrumadinho" - tipo agora. O visual lembra os jogos 3D "com desenho", meio Borderlands e os jogos da Telltale. Você não precisa concordar, ou pode concordar. Não gostar é normal. Agora se você vier dizendo que não gostou, pois é "huge fan", eu vou desconfiar e te olhar com preconceito.

O motivo


Ghost in the Shell é uma franquia incrível. Mesmo sendo de 1989, ela fala de assuntos muito atuais. Entretanto, EvangelionAkiraGhost são os três Cavaleiros do Apocalipse dos Animes™, onde quem assiste, corre o risco de sentir-se um ser humano superior. Então é normal fãs dessas marcas serem bastante críticos, ao ponto da chatice extrema. Eles nunca ficam satisfeitos com nada que não sejam as obras originais.

Tá pensando que já é ruim por si só? Tem um agravante: qualquer coisa de Ghost in the Shell depois do live-action de 2017, vai ser recebida de olho torto. É isso. O problema é de quem produz? Sim. O problema (e bem grande) é de quem consome? Também. Esse azedume eterno impede de ver coisas bem legais não só na franquia, mas em tudo na vida.

Eu até entendo o ponto


Alita: Anjo de Batalha, segue uma ideia existencial parecida com Ghost in the Shell, mas nem de longe teve a mesma recepção. Tudo bem que tocaram os filmes de formas diferentes, e não dá para comparar os envolvidos. Um foi o Rupert Sanders, o outro o James Cameron. Aí realmente, Alita tinha tudo para ir melhor. Mesmo assim eu insisto: o live-action de Ghost in the Shell é decente, dá para assistir, curtir, e ficar pensando nos temas que ele aborda - mesmo que muito por alto.

Isso para quem tiver vontade de fazer isso, claro. 

Ghost in the Shell: SAC_2045 estreia em abril deste ano, mas eu não sei se vou assistir. Todo esse texto pra agora vir com essa conversa? O problema é a watchlist, que chora. Eu assisto Stumptown, e a  segunda temporada de Idolish7 volta em abril. A HBO inventou de lançar um thriller psicológico com a Nicole Kidman em maio, então não tenho saída além de ver The Undoing em maio. Agora, pela ideia em si, eu assistiria SAC_2045 sem problemas.