Entre tantos filmes agraciados com reboot, talvez Mad Max foi um dos poucos que acabou sendo muito bem feito e até jogou esperança para os otakus verem um novo live action de Hokuto no Ken. Aliás, foi difícil assistir ao filme e tirar a associação do anime visto que ele foi inspirado nos Mad Max originais. Vamos conhecer a estrada da fúria.

Sinopse

Em um mundo apocalíptico, Max Rockatansky acredita que a melhor forma de sobreviver é não depender de ninguém. Porém, após ser capturado pelo tirano Immortan Joe e seus rebeldes, Max se vê no meio de uma guerra mortal, iniciada pela imperatriz Furiosa que tenta salvar um grupo de garotas. Também tentando fugir, Max aceita ajudar Furiosa. Dessa vez, o tirano Joe está ainda mais implacável pois teve algo insubstituível roubado.

Um outro olhar na ação

Mad Max vai em um direção diferente se olharmos para os outros filmes ação da década. Em vez de conversas constantes para nos ambientalizar, a narrativa explora forte o lado visual para nos mostrar quem são os caras ruins e os potenciais pessoal do bem.

Temos Max narrando os acontecimentos que levaram o mundo ao cenário apocalíptico que o mundo se encontra após a guerra. A destruição tornou a vida extremamente reduzida e os recursos naturais, ou não, tornaram-se extremamente escassos.

A direção segue um caminho que acaba gerando uma emersão curiosa conforma a história vai se desenrolando e vamos vendo os personagens principais interagindo em meio ao mundo totalmente deserto.

Salvador do fim do mundo

Para quem não conhecia Mad Max talvez estranhe o cenário mas é justamente ele que faz toda a magia acontecer na história. O povo sofre sem ter água ou comida para poder sobreviver e acabam dependendo dos minutos de falsa benevolência dos donos de cada área, sendo que na Cidadela quem comanda é Immortan Joe.

O mundo está dividido entre facções que comandam suas áreas na base da violência. Tudo que você puder pensar de ruim no mundo, é a realidade em Mad Max. Ironicamente em um mundo, literalmente, tão deserto, é comum vermos alguns lideres buscando a intimidação através do exibicionismo.

Eu sei que você pensou no cara da guitarra.

Inspirar +10


O carinha da guitarra é um exemplo perfeito para falarmos desse tipo de intimidação. Os veículos em Mad Max são um dos destaques também, afinal, é preciso de veículos fortes ou dedicados para poder encarar o deserto.

Vemos uma máquina de guerra dedicada aos amplificadores e a guitarra dupla, que na verdade é uma guitarra e um baixo. Isso já é incrivelmente surpreendente, contudo, esse mesmo caminhão ainda tem atrás das caixas a galera do tambor ditando o ritmo da guerra. Literalmente são os bardos do fim do mundo.

Mad Max é uma boa ação onde mostra um pouco como a fé e esperança pode mexer conosco em momentos extremos, tensos e delicados (levemente similar ao nosso período de trabalhar bem a mente na quarentena). E falando em esperança...

Hokuto no Ken

Foi impossível assistir aos primeiros minutos do filme e quando acabou a apresentação do mundo atual, a todo minuto vinha a expectativa que a qualquer momento tocaria "Ai wo Torimodose". Mas as pessoas ociosas de bem das interwebs fizeram o serviço:


Hokuto no Ken (北斗の拳, Punho da Estrela do Norte), conhecido internacionalmente como Fist of the North Star, é uma série de mangás japonesa escrita por Buronson e ilustrada por Tetsuo Hara. Publicado na revista Weekly Shonen Jump de 1983 a 1988, os 245 capítulos foram inicialmente encadernados em 27 volumes tankōbon pela Shueisha.

A versão em anime teve ao todo 109 episódios e foi ao ar de 4 de Outubro de 1984 à 5 de Março de 1987. O anime é responsável em em tornar meninos em homens com a doutrina de Kenshiro na sua busca por paz no mundo apocalíptico e ainda em disputa com seus irmãos para ser o herdeiro do Hokuto Shinken.


Buroson criou Hokuto no Ken baseado em Mad Max e quando você conhece um, e depois assiste ao outro, é impossível não fazer a associação ou dizer que um se baseou no outro. No meu caso conheci primeiro o anime e toda vez que via algo de Mad Max depois, a sensação era "oh lá Hokuto no Ken de Hollywood".

Estrada da fúria

Todo shonen tem seu momento do ecchi

Com tudo isso Mad Max - Estrada da Fúria foi um bom remake que traz o clássico com uma pegada boa para a época que vivemos o cinema nessa década. Temos Tom Hardy que depois do questionável "Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge" foi emplacando bons papéis e está cotado para protagonizar a adaptação de Splinter Cell, que torço que ganhe vida em algum momento quando o mundo normalizar.

Charlize Theron você talvez não tenha notado mas ela esteve bem presentes em filmes de ação, e quiçá, de Mad Max para cá isso foi ficando mais evidente, tanto que, ela já está com destaque nos últimos episódios da franquia "Velozes e Furiosos". Além dela há um grande elenco feminino com direito a algo que se eu falar estraga, mas é bem divertido de ver a turma em ação.


Mad Max Estrada da Fúria está disponível via streaming no Looke, basta clicar aqui para conferir.