A banda finlandesa de cello rock Apocalyptica lançou nesta quinta-feira (12) o novo clipe para "En Route to Mayhem". A música é faixa do novo álbum, Cell-0, que chega em 10 janeiro de 2020 pela Silver Lining Music. O play foi gravado no Sonic Pump Studios em Helsinque, Finlândia, e teve a produção de Andrew Scheps (Red Hot Chilli Peppers, Lana del Rey, Metallica, Black Sabbath). 

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Sobre "En Route to Mayhem", Eicca Toppinen disse ao Blabbermouth que trata-se de uma música sobre a "jornada de necessidades hedônicas que crescem em ganância e agressão, levando ao caos interior e terminando sem satisfação". Rebuscado, certo? Segundo ele, o vídeo reforça que embora nós pensemos que estamos no controle por destruir coisas e a vida ao redor, no final do dia a vida sempre assumirá esse controle. "Nós não controlamos a figura maior, e deveríamos ter noção disso", diz ele.

Para promover o lançamento de Cell-0, os celistas Eicca Toppinen, Perttu Kivilaakso, Paavo Lötjönen, e o baterista Mikko Sirén estarão na próxima turnê do Sabaton na Europa. A tour cobrirá 15 países em 23 datas, começando no dia 17 de janeiro de 2020 em Zurique, na Suíça. Para os fãs animados com a turnê de Cell-0, Toppinen deu o recado: a banda planeja elevar a tour "ao próximo nível". Confira a capa de Cell-0:


A gravação de Cell-0 seguiu um intervalo de quatro anos entre os álbuns, dando aos finlandeses uma nova perspectiva e influenciando a maneira deles abordarem as novas músicas. O álbum é um retorno às raízes, e não por acaso: trata-se do primeiro álbum instrumental que o Apocalyptica lança em 17 anos, um desafio para descobrir novos "sabores e cores".

"É difícil se expressar sem letras, mas em Cell-0 encontramos partículas do nosso universo que antes eram desconhecidas para nós", explicou a banda. "Milhões de notas para combinas e criar música, tal como milhões de células se combinam para criar vida."

Fugindo da abordagem padrão de escrever singles, o Apocalyptica encarou o novo álbum como uma obra de arte totalmente formada, conectando detalhes e tons certos com a energia de ser uma banda de violoncelo de verdade. Chique. A banda se abriu a métodos e emoções não-tradicionais, enquanto viajou nesse processo criativo das loucuras.

"Essas novas músicas têm tantas camadas e são tão complexas, nem sempre é fácil apontar exatamente o que elas são", disse Toppinen. "Mas eu acho que essa também é a beleza da música instrumental - o ouvinte pode se sentir livre para experimentar as mesmas músicas de maneiras muito diferentes. Essa também é uma das razões pelas quais nós não queremos explicar as músicas antes de experimentá-las".