No dia 4 de Março de 2000 era lançado no Japão o Playstation 2, o sucessor de 128 bits do Playstation. A chegada do console era bem aguardada na época com tudo que se prometia revolucionar os games na época com a chegada da geração 128 bits. Vamos falar um pouco sobre o console e três games, talvez obscuros para nós, que eu gostei no console.



Apesar de ter sido lançado em 2000, o Playstation 2 chegou no Brasil em 2002, contudo, oficialmente ele foi lançado apenas em 2009 por aqui. Assim como seu antecessor, e outros consoles, o sucesso veio da pirataria (e todas as piadas com asiáticos no Brasil destravando consoles) que sempre rolou solta no nosso mercado de games, e apenas a partir da sétima geração, isso começou a diminuir drasticamente.

Com o famoso "3 por 10' sendo a frase mais popular pros games, muitos jogos foram jogados por nós e o console recebeu muitos lançamentos. Não era o console mais potente da sua geração, mas, a facilidade do "3 por 10" garantiu seu reinado no Brasil. Como alguns jogos ficaram mais no Japão ou mais famosos por lá, três títulos me agradaram muito ao final da sua vida e minha vida constante atualizando meu perfil no saudoso Playfire. Vamos conhecer esses games.

Namco vs Capcom

Um crossover bem diferente na época ao reunir a galera da Namco e da Capcom no mesmo game, e pela primeira vez, um crossover envolvendo a Capcom não era puramente um fighting game. Namco × Capcom (ナムコ クロス カプコン Namuko Kurosu Kapukon) é um jogo eletrônico de RPG de estratégia e ação desenvolvido pela Monolith Soft e publicado pela Namco. Foi lançando exclusivamente para PlayStation 2 em maio de 2005.

Além de diversos personagens famosos de ambas as empresas, e agradáveis "achados" e entenda isso como personagens que ficaram mais restritos ao Japão ao longo dos anos, temos dois personagens criados para o game responsáveis por conduzir essa história. Reiji Arisu e Xiaomu.

Eu amo uma abertura de um jogo

O ano é 20XX (algum dia durante o século vinte e um), e o jogo é protagonizado pelos personagens Reiji Arisu e Xiaomu. Ambos trabalham para uma unidade especial chamada Shinra e são mandados à investigações de espíritos e perturbações do outro mundo. Eles estão investigando inicialmente uma estranha sleeping sickness (doença do sono) na área de Shibuya no Japão, quando fica evidente que algo muito maior está em jogo. Os personagens, tanto bons como maus, de outros tempos e outros mundos começam a aparecer no Japão no ano 20XX.

Essa mistura meio doida empolgou muito tempo de jogatina nas minhas tardes após as aulas de sexta. Apesar de ter jogado muito, ter ido muito longe, não consegui terminar o game. Talvez eu ainda tenha o save no Memory Card. O RPG tática me trazia as boas lembranças do Final Fantasy Tactics e as lutas serem desenvolvidas de forma a ter uma pegada de jogos de luta com combos entre as duplas.

Kamen Rider Climax Heroes


A série Kamen Rider de modo geral sempre flertou com os gêneros de luta e vimos jogos curiosos de beat n up ou jogos de luta com mecânicas que não eram tão boas. Isso mudou quando o mundo recebeu Kamen Rider Decade e os games viam nascer Kamen Rider Climax Heroes.

Kamen Rider: Climax Heroes (仮面ライダー クライマックスヒーローズ, Kamen Raidā Kuraimakkusu Hīrōzu, Masked Rider: Climax Heroes). O game comemora os 10 anos dos Riders da era Heisei. Mais uma vez temos um game de luta em 3D, com destaque para os heróis da década protagonizando o game.

Além do tradicional versus mode para encarar a CPU ou os amigos, o game vinha com um modo similar ao que seria um modo história tradicional, contudo, cada fase possuí condições específicas para serem concluídas ao longo do Decade Mode. O game foi lançados no dia 6 de Agosto de 2009 no Japão.

Bujingai: The Forsaken City

E para fechar é possível que esse game ainda seja obscuro no ocidente, e honestamente, eu não recordo como conheci ele. Obviamente foi por conhecer Malice Mizer com a formação na qual Gackt foi o vocalista na banda no período do Merveless. Provavelmente possa ter influência de um amigo portuga da época, ou para alguns chegados da época, um causador da discórdia (talvez ai a amizade ter existido) MewOfForcena.

Produzido pela Taito Corporation e Red Entertaiment, Bujingai (武刃街) foi lançado em 25 de Dezembro de 2003 e possuí uma trinca famosa para ajudar no interesse do game com o protagonista Lau Wong tendo sua aparência baseada em Gackt e dublado por ele; a personagem Yohfa é dublada pela cantora Maaya Sakamoto e o antagonista Rei Jenron é dublado pelo ator Koichi Yamadera.

Bujingai (ou Bujingackt para ons íntimos) foi um hack n slash muito interessante com a clara pegada dos jogos musou da época mas com um foco mais ao estilo de um Ninja Gaiden em um universo de filmes wuxia

Um pouco do game

Situado no século 23, Bujingai começa 100 anos após um acidente envolvendo uma fonte de energia ecológica, aniquilando 70% da população mundial e todo o seu governo. Aqueles que sobreviveram se viram com habilidades especiais aproveitadas pelas energias da própria Terra, que aperfeiçoaram em uma disciplina de magia e jogo de espadas. 

Um misterioso e poderoso exílio humano, Lau Wong, retorna ao planeta para combater seu ex-amigo e parceiro de treinamento Rei Jenron, que foi possuído por um espírito maligno. Rei sequestrou a alma da sua amada Yohfa e abriu numerosos portais, permitindo que demônios dominassem a cidade asiática de Bujingai. Lau é o único capaz de deter Rei e os demônios que ameaçam a população restante do mundo.


Para quem ama games de ação, Bujingai merece um teste, especialmente se você curte os jogos orientais e as temáticas também.

Quais os jogos que te marcaram no PlayStation 2? Conta para gente nos comentários.