Feliz aniversário! No dia 11 de abril o Iron Maiden celebra 32 anos do lançamento de "Seventh Son of a Seventh Son", sétimo registro de estúdio lançado pela Donzela de Ferro em 1988. Trata-se de um álbum conceitual, que incorpora elementos do rock progressivo - vistos em especial na duração e na estrutura complexa da faixa título.

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Seventh Son foi o último álbum de estúdio do Maiden a ter a formação da era "Piece of Mind", com a saída do guitarrista Adriam Smith em 1990. O motivo? Um clássico: diferenças criativas, pois Smith não aprovou o rumo que a banda estava seguindo para o próximo álbum, "No Prayer for the Dying". Seventh Son também foi o primeiro play do Maiden a ter teclados.

Então... E se a gente fosse comemorar dando um mergulho na história do álbum? Vem comigo.


O conceito


Tudo começou com Steve Harris, após o baixista ler o livro "Seventh Son", de Scott Card, dando o estalo nas ideias"Era nosso sétimo álbum, e eu não tinha um título, ou sequer ideias". Harris então diz que leu essa história, onde o sétimo filho é uma figura mística com supostos dons paranormais. "Era um bom título de sétimo álbum, sabe?", reitera ele.

Bruce Dickinson, ao ouvir a ideia, sentiu seu entusiasmo renovado. O cantor sentiu seu papel na banda diminuir após "Somewhere in Time" (1986), com suas contribuições para as música tendo sido rejeitadas. Com isso, o cantor voltou a colaborar mais nas composições. Cinco das oito faixas foram um esforço conjunto, pois segundo Harris, cada integrante passou mais tempo procurando saber o que o outro estava fazendo, para garantir que a história se juntasse de forma correta.

O som

Seventh Son of a Seventh Son desenvolveu os sons ouvidos que os fãs ouviram pela primeira vez em Somewhere in Time. Vale registrar: nesta ocasião, os efeitos do sintetizador foram criados por teclados, ao invés de sintetizadores de baixo ou guitarra. De acordo com Dickinson, a banda decidiu não contratar um tecladista, e as partes foram gravadas pelo integrante, que estivesse disponível.

As músicas


A primeira música composta foi "The Clairvoyant". Segundo Steve Harris, a letra foi inspirada pela morte da espiritualista Doris Strokes, após ele pensar se ela teria previsto a própria morte. Dai ele passou a escrever "Seventh Son of a Seventh Son", o que deu a ideia de transformar o álbum num álbum conceito, onde o personagem principal seria um clarividente.

Segundo Adriam Smith, "Can I Play with Madness" surgiu como uma balada de nome "On the Wings of the Eagles". Bruce tinha uma ideia de verso, e quis mudar o título para o que nós conhecemos hoje. "Confesso que ficou melhor assim. Então pegamos essa [versão] e Steve também gostou".

Quanto ao restante do álbum, "Moonchild" é levemente baseada no livro de Aleister Crowley de mesmo nome, enquanto "Infinite Dreams" é sobre um personagem que implora a um espiritualista para que desvende o significado por trás dos seus sonhos torturantes. A música final, "Only the Good Die Young", fecha a narrativa do álbum, e até mesmo apareceu em um episódio da série Miami Vice, a dos anos 80.

O disco abre e fecha com uma breve parte acústica idêntica, acompanhada de dois versos de letras, escritos por Dickinson. Vale ainda registrar que "The Evil That Men Do", "The Clairvoyant" e "Can I Play with Madness" foram as músicas mais tocadas ao vivo após Seventh Tour of a Seventh Tour.

A capa

Segundo Rob Smallwood, manager do Iron Maiden, a ideia passada ao artista Derek Riggs para criar a capa não se comparava a nada feito antes. O conceito era "criar algo simplesmente surreal e bem esquisito". "É sobre profecia e visão do futuro, e queremos uma das suas coisas surreais", disse Riggs confirmando o pedido da banda.

A nova empolgação de Dickinson chegou à capa de Seventh Son, a qual ele considera ter sido em boa parte o responsável. A ideia era criar um cenário polar, que primeiramente foi dito ter sido inspirado numa obra de Gustave Doré que Derek mostrou à banda. Ele, entretanto, explica que o cenário foi inspirado após ter "visto um documentário sobre o Polo Norte ou algo do tipo". "Era sobre profecia e ver o futuro, então eu só queria algo distante", disse ele.

Sobre a caracterização de Eddie em Seventh Son, Riggs explica que queria torná-lo desagradável. Por isso, além da lobotomia e as partes cibernéticas, essa encarnação do mascote do Maiden traz um bebê num útero na mão esquerda, e uma maçã, inspirada no Jardim do Éden e apresentando um vermelho e verde yin e yang, na mão direita.

Vamos ouvir?

Curtiu essa viagem louca, conceitual e bem Maiden-esca? Agora é só pular comigo de cabeça e soltar o play no álbum.