O ano é 2020 e a Toei lançou um reboot da série Digimon. Levando em conta que o original é de 1999 e com o passar dos anos a série foi ficando um pouco "complicada", retornar as origens pode ser um bom caminho para a nova audiência, e, mostrar para os que acompanham recentemente conheça um pouco mais da história de lá atrás.



Um novo começo conhecido

O inicio da nova série vai para um caminho diferente do original mas que também tem relação com direta, quer dizer, realiza transição entre as primeiras séries. A nova saga pelos eventos que ocorreram no primeiro episódio nos leva a ver uma adaptação de Bokura no War Games.

Acompanhamos o pequeno Taichi arrumando suas coisas para aparentemente acampar (talvez não aparentemente se lembrarmos de 1999) e enquanto recebe uma ligação da sua mãe que está indo para outro ponto de Tokyo com sua irmã mais nova, Hikari.


Taichi acaba conhecendo seu novo vizinho que bate na sua porta, o jovem hacker Koushiro. Um incidente acontece na cidade, que é toda funcional por meio da conexão com a internet, e o serviço de metrô perde controle. A dupla acaba indo direto para a estação para tentarem ver o que aconteceu e procurar a mãe e irmã de Tai.

Eles descobrem o Digimundo quando Tai é transportado para lá devido sua coragem e conhece Agumon, seu Digimon parceiro. Koushiro encontra um meio de observar o Digimundo através do seu notebook e combaterem o vírus que está causando os transtornos.

As mudanças

Comparando com o original a primeira mudança sentida é visualmente. O primeiro episódio está muito bonito, talvez com qualidade até superior aos últimos filmes se duvidar. O visual dos personagens sofreram alterações.

Agora eles estão menores e aparentam mais serem crianças se compararmos com o original no qual já pareciam adolescentes, sendo que no futuro vemos eles crescidos e basicamente mudam as roupas. O trabalho está bem feito mas fiquei com uns poréns na cabeça.

A parte sonora da série sempre foi muito forte e dessa vez não senti de primeira esse impacto. Há também um pouco de covardia honesta da minha parte, afinal, Butter-Fly é uma tremenda música do original e talvez até pudesse ganhar uma nova versão. Vai que ganhe futuramente.

Outro ponto que me deixou com "hmm?" é que aparentemente a nova versão deve tender para um lado mais infantil. É curioso pois mesmo Digimon sendo para crianças no passado, e continuar sendo hoje em dia com o reboot, as três primeiras séries possuíam uma pegada um pouco mais crescida em suas tramas.

Se você lembrar no primeiro tivemos o provável nosso primeiro momento de saber sobre o 666 na invocação de Myotismon no primeiro e ouvir falar de Belzebu através de Beelzemon em Digimon Tamers.

Próximos passos

É muito cedo ainda mas essa impressão inicial de estar com a narrativa mais infantil talvez me afaste de Digimon Adventure. Essas narrativas tendem a ter falas que não ajudam a gente a assistir na idade de criança crescida que estamos no tocante a ver animes.

Após o terceiro episódio volto com um veredito das minhas impressões e espero vir com palavras melhores, o final do primeiro episódio deixa a possibilidade de uma leve tensão e rivalidade no ar. Os episódios saem no final de semana, fiquem ligados na transmissão.