Hoje vamos ao anime mais controverso, ou o segundo mais controverso da lista. Chegou agora? Eu te explico: estamos publicando as primeiras impressões dos destaques da temporada de primavera. O meu primeiro texto foi sobre o excelente retorno de IDOLiSH7. Agora, vamos falar de um anime o qual eu descobri por acaso, e está me deixando HMMM: Tower of God.

A música é ótima. Mas o tanto que essa opening é preguiçosa, não cabe em mim

A história

Lançado em 2010, Tower of God é um manhwa (o mangá coreano), criado por Lee Jong-hui. Ele já foi traduzido - oficialmente - para oito idiomas, e mais 20 outros graças ao trabalho dos fãs.

A história fala sobre a Torre de Deus, mundo marcado pelo misterioso poder chamado Shinsu. Ele é povoado pelos "Regulares", indivíduos dotados desse poder. Dizem as lendas que quem alcançar o topo da torre, terá seus desejos realizados. É aí que surge o protagonista Bam, um "Irregular", por ter entrado na torre sem ser convidado - abrindo sozinho os portões da mesma. Ele embarca numa louca jornada para reencontrar Rachel, a única amiga na qual ele teve em sua vida.

Os episódios

"Ball"

Foi um começo problemático. Você pode (e deve) não entregar a história logo de cara. Mas não me venha com isso de omitir elementos chave, pois quebra as chances do espectador imergir na trama. O começo de Tower of God é isso: corrido, mal explicado, com personagens pouco situados. "Mas eu li o manhwa, então eu entendi". Tá errado.

Nem todo mundo é você. Ninguém é obrigado a ler um mangá ou manhwa antes de ver o anime. Ele tem que se explicar sozinho, sem ficar usando a mídia original de muleta. Agora, se você assiste um anime, e precisa ir ao My Anime List ou Wikipedia pra entender o que rolou, sinal que escorregaram na hora de contar narrativa.

"Three Four-Hundredths"

Tivemos uma melhora considerável, o que me deixou feliz. O episódio não é uma obra prima, mas o roteiro é decente, a ação é bem coreografada e finalmente! Mesmo que um pouco os personagens, e a dinâmica da torre são levemente apresentados. A ideia dos testes lembra o exame Chunin de Naruto, e os personagens lembram os de Hunter x Hunter. Isso é um problema? Por enquanto não.

A história está apenas começando, então é normal fazer esses paralelos. O que a gente precisa ver é se no frigir dos ovos, Tower of God vai ser um sósia muquirana dos primos ricos, ou se vai assumir a própria cara. Mas esse episódio me deu uma ponta maiorzinha de esperança da coisa melhorar.

Destaques

A primeira impressão foi mediana, mas uma coisa eu gostei: o traço do anime. Ele é maravilhoso ou revolucionário? Não. Mas a escolha do design de roupas, olhos, até a paleta de cores, não tem nada a ver com um shonen - e isso é bom. O que se vê mais são corres berrantes, cabelos agressivos e olhos intensos.

Digo mais: se você tirasse o contexto de luta, nem teria cara de shonen, o que não é obra do acaso, sabia? No primeiro momento, o traço me fez lembrar de algum anime que eu conhecia. Depois eu descobri que era Orange. A surpresa? O estúdio dos dois animes é o mesmo: a Telecom Animation Film. Então ficou aquele sentimento de "é, vocês ainda não me convenceram, mas vale a pena tentar mais um pouco".

Tower of God é transmitido em simulcast pela Crunchyroll toda quarta-feira às 11h30.