Antes tarde do que nunca ou graças a Deus? Difícil escolher, mas é isso: abril acabou. Foi um baita mês difícil, de um ano mais complicado ainda, mostrando como a vida é caprichosa, e sabe dificultar mais do que a gente já dificulta. Apesar disso, nosso Especial Mentiroso™ teve só música boa, e uns papos interessantes.

Hips Don't Lie da Shakira lembrou a gente de viver uma vida mais feliz, e menos azeda. Liar Liar (Wasteland Monarchy) do Kamelot foi uma viagem no tempo. Relembrar uma das melhores bandas do metal sinfônico/power foi bacana demais, porque depois disso eu acabei ouvindo várias coisas as quais eu não ouvia há anos, ou mesmo nunca tinha ouvido. I'm Not Calling You a Liar do Florence + The Machine foi o momento feels, relembrando tempos simples, pré-pandemia, onde a vida não era um mar de rosas, mas pelo menos era divertida.

Hoje vamos de nostalgia, e meia nerdice musical com Set The World on Fire (The Lie of Lies) do Symphony X. Porque a minha relação com o rock/metal progressivo é um negócio curioso. Eu não amo, mas também não odeio. Tem coisa que eu curto, e coisa que eu gosto bastante: o Symphony X é as duas coisas (haha).

Russell Allen é um vocalista que brinca de cantar. O cara tem um sentimento e uma energia na voz que são diferenciados. Se ele tá em algum projeto, pode anotar: se eu não ouvi, no mínimo eu devo saber da existência. Eu acho que o álbum de onde vem o nosso Play, o Paradise Lost, foi a primeira vez a qual eu ouvi a banda.

E isso é outra história, da boa. Se você é da época do Orkut, difícil não lembrar da Discografias. NÉ? Quando Spotify existia só na Terra 2, a comunidade bombava pelo tanto de discografias que tinha, e pelo tanto de processos por pirataria. Em 2009 e a comuna caiu de vez, com o Orkut dando adeus em 2014. Mas foi um momento fantástico de conhecer bandas, ou conhecer melhor, tipo Stratovarius e Within Temptation.

O Paradise Lost fugiu de elementos clássicos, indo por um lado mais dark que me cativou. Ele é bem dosado entre o heavy e o prog, não deixando o álbum ficar chato nem cansativo. E ainda tem a linda Paradise Lost, que só perde em matéria de balada para a sensacional When All is Lost do Iconoclast.

Todo mundo manda bem demais em Set The World on Fire. Russell Allen, o Jason Rullo na bateria, o Michael Pinnella no teclado, e o Michael Leopond no baixo. Mas é inevitável que o Michael Romeo acabe chamando mais a atenção. Ele meio que "desenha" com a guitarra, se é que faz sentido dizer isso (ha!), carregando a música de um jeito muito bom. 

Então vamos lá? Bora curtir, ou conhecer um dos meus clássicos pré-adolescentes com qualidade selo Totalmente Excelente™. Com um clipe rigorosamente cafona, caso contrário não seria uma banda de metal.


Letra

God like perfection
Reflecting these eyes
Reaching for my place
With stars on high

Damn for betrayers
who twilight are fold
Hell on flame and I curse you all

There's no turning back
Falling deep into the sweep
Collapsing black

Fly with me forever high
And with these wings
We'll set the world on fire
Fly with me through scorching skies
You and I - The lie of lies

I'm the master of illusion
Minister of sin
Two faced snake, wicked gelid skin
I will forsake you
Destroy and unmake you
With all my might
I will take you down

There's no turning back
Falling deep within the sweep
Collapsing black

Fly with me forever high
And with these wings
We'll set the world on fire
Fly with me through scorching skies
You and I - The lie of lies

Don't leave me
You need me
Only I know the way

Fly with me forever high
And with these wings
We'll set the world on fire
Fly with me through scorching skies
You and I - The lie of lies