Em 11 de maio de 1992, o Iron Maiden lançava Fear of the Dark, nono álbum de estúdio. Clássico e um dos favoritos de muitos fãs, ele foi o terceiro álbum da Donzela de Ferro a alcançar o topo das paradas no Reino Unido, e o último com Bruce Dickinson nos vocais - até o seu retorno em 1999. O álbum foi o primeiro produzido pelo baixista Steve Harris, e o último com o produtor Martin Birch.

Contexto, porque contexto é tudo

No Prayer for the Dying (1990) foi gravado num celeiro da propriedade de Steve Harris, usando o estúdio móvel dos Rolling Stones. E os resultados não foram bons. Para Fear, o baixista transformou o lugar num estúdio propriamente dito. Dickinson considerou uma ligeira melhora, pois Martin Birch supervisionou o som. Por outro lado, para ele o estúdio era muito limitado, embora grande. A ironia? Justamente o tamanho do estúdio era considerada uma das limitações.

Com 57:58 minutos de duração, Fear of the Dark foi o primeiro álbum duplo do Iron Maiden. Ele foi também o mais longo da primeira passagem de Bruce na banda.

O estilo

O álbum mostrou algumas experimentações. "Be Quick or Be Dead" apostou num ritmo mais rápido, mais thrash metal. "Afraid to Shoot Strangers" contou a Guerra do Golfo sob o ponto de vista de um soldado. Dickinson apresentava a música frequentemente como uma narrativa anti-guerra. E quem diria! "Wasting Love" foi a primeira balada do Maiden.

"Fear is the Key" é sobre o medo em relações sexuais resultantes da AIDS. A música foi escrita na época que a banda soube da morte de Freddie Mercury, vocalista do Queen. "Ninguém se importa até que alguém famoso morra", diz um trecho da letra. 

"E isso é tristemente verdadeiro. [...] Enquanto o vírus estava confinado a homossexuais ou viciados, ninguém deu a mínima. Só quando celebridades começam a morrer, que as massas começaram a se preocupar". 

E "Weekend Warrior", uma das favoritas da Pessoa que Vos Fala, é sobre hooliganismo no futebol.

Fear of the Dark ao vivo

"Fear of the Dark" e "Afraid to Shoot Strangers", sobreviveram às turnês pós-1993. A faixa título, em especial, esteve no set list de todas as turnês seguintes, exceto 2005. Nessa, o Iron Maiden tocou só as músicas dos quatro primeiros álbuns. As duas faixas também foram as únicas do álbum tocadas nas turnês Somewhere Back in Time e Maiden England. Mesmo com Blaze Bayley nos vocais, "Afraid to Shoot Strangers" virou figurinha carimbada nos shows.

E claro: a Fear of the Dark Tour foi realizada para promover o álbum.

Arte da capa

Segundo o biógrafo da banda, Mick Wall, a capa do álbum Fear of the Dark mostra Eddie, o mascote da banda, "como uma espécie de figura de árvore de Nosferatu olhando para a lua". Foi a primeira arte de capa do Maiden não-desenhada por Derek Riggs, em favor de trabalhar com Melvyn Grant.

O empresário do Iron Maiden, Rod Smallwood, disse que a banda passou a aceitar contribuições de outros artistas para "atualizar Eddie para os anos 90". A ideia era tornar o personagem mais objetivo, tirando esse ar de criatura de terror dos quadrinhos - porém fazendo ele ser ainda mais ameaçador. Após Fear of the Dark, Grant produziu várias capas para o Iron Maiden.

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Vamos ouvir essa pérola?

Falar de álbuns absolutamente clássicos do rock/metal é uma responsabilidade enorme, mas eu adoro. Ainda mais se eu não tenho o costume de ouvir eles, pois é uma oportunidade para fazer isso. Então eu espero que você tenha curtido! Bora lá soltar o play juntos, e ouvir essa pérola da realeza.