Um dos RPGs de mesa mais famosos do mundo sem dúvidas é a saga com o nome "Dungeons & Dragons" que está entre nós de 1974, tornando realidade as aventuras do nosso imaginário reunindo os amigos para fazer altas aventuras, ou não, na mesa da cozinha. Popularizou ainda mais durante a era do "Advanced Dungeons & Dragons" entre anos 1980 e 1990, e para nossa geração, provavelmente foi do 3D&D que toda a magia aconteceu. E obviamente esse mundo foi parar nos games.

Forgotten Realms

Forgotten Realms é o mais famoso e conhecido cenário de campanhas oficiais envolvendo Dungeons & Dragons, e, é muito comum vermos muitos materiais produzidos nesse reino e ocorrendo em lugares muito populares como Water Deep (Águas Profundas). Os livros de história de Forgotten Realms são uma leitura boa e recomendada por esse editor para você, além de conhecer o reino e cidades, também conhecer o famoso Drizzt Do'Urden (dʒɹɪtst ˌdoʊˈɝdɪn) e amigos.

Drizzt em ação lutando contra um Beholder

São incontáveis os materiais relacionados ao reino indo desde suplementos para o RPG de mesa, literatura, games, colecionáveis e seja lá o que formos pensar, provavelmente existe pelo tempo de existência de Dungeons & Dragons. Esse pequeno detalhe já é o suficiente para seguirmos, se houver interesse sobre Forgotten Realms deixei nos comentários.

Uma nova aventura em Water Deeper

Os senhores da cidade de Waterdeep contratam uma equipe de aventureiros para investigar um mal vindo de baixo da cidade. Os aventureiros entram no esgoto da cidade, mas a entrada é bloqueada por um colapso causado por Xanathar, o beholder de mesmo nome. A equipe desce mais abaixo da cidade, passando pelos clãs de anão e Elfos Negros, até o covil de Xanathar, onde o confronto final ocorre.

Imagine em uma mesa jogar o d20 e tirar 1 pra usar alavanca risos tenso

Uma vez que o espectador homônimo seja morto, o jogador será tratado com uma pequena janela azul descrevendo que o espectador foi morto e que os aventureiros retornaram à superfície onde foram tratados como heróis. Nada mais foi mencionado no final e não havia gráficos acompanhantes. Isso foi alterado na versão lançada para Amiga, que apresentava um final animado.

A aventura

Quando começamos o jogo logo vemos ideias de imersão com sua jogabilidade bem peculiar, e que no inicio, ela pode ser bem frustrante. Muitas coisas são simples de serem entendidas ao mesmo tempo que você não consegue acreditar que de fato, era apenas aquilo!! Com a visão em primeira pessoa, vamos guiando o grupo pelas setas.

As interações do cenários são detalhes singelos que movem muito essa ideia do RPG. Assim como você muitas vezes rola os dados em busca de algo que possa ajudar seu grupo em uma aventura e dentro das masmorras do game podemos notar. Desde alavancas na parede, bueiros que podem ter algo que nos ajude, botões secretos (ou nem tanto) na parede. Tudo muito RPG de mesa, dentro das possibilidades em um game.


Todos esses detalhes realmente são muito legais de ir desbravando e entrando em pânico. Uma coisa que deixa uma leve frustração é a busca por uma equipe equilibrada no inicio. Em muitos momentos o jogo deixa a sensação de que uma time mais porradeiro é o melhor para iniciar, sendo que, um time equilibrado é algo mais útil para sustentar um grupo no longo prazo.

O game rendeu ao todo uma trilogia com o segundo game saindo no mesmo ano, em 1991, enquanto o terceiro em 1993. O game teve uma recepção muito boa em todas as plataformas, sendo lançado para MS-DOS, Amiga, Sega CD, Super Nintendo e PC-98.