Os celulares evoluíram. Ganharam novas funções e recursos, passando a ser algo essencial na vida das pessoas, seja para o trabalho ou para o lazer. É possível editar textos, fazer planilhas, gravações, conversar por voz, mensagens de texto ou vídeo e até jogar. A Pesquisa Games Brasil 2020 aponta que 86,7% das pessoas que consomem jogos eletrônicos costumam jogar em seus smartphones.

E os jogos mobile vão além do entretenimento. As plataformas de streaming de games complementam a experiência e potencializam os jogos eletrônicos. Entre os mais populares estão Free Fire, PUBG Mobile e Call of Duty Mobile.

Essa modalidade de games também é muito importante para desmistificar os jogos. Eles trilharam um longo caminho até os tempos atuais, em um período bem mais curto do que seus irmãos mais velhos – consoles e PCs. E, talvez até por isso, sua história seja ainda mais impressionante.

Essa união dos jogos com os celulares vem do século passado. No final dos anos 1990 os celulares começaram a ganhar novos aplicativos, como bloco de notas, calculadora, mensagens SMS e, consequentemente, os jogos. Os primeiros registros apontam para aventuras totalmente em texto, onde o usuário interagia por meio de SMS. Assim, dependendo de sua resposta, o jogo, que era totalmente hospedado na operadora contratada, retornava uma nova mensagem ou com figuras bem simples.

A evolução dos jogos para celular começou efetivamente com o famoso Snake, que no Brasil é chamado de “jogo da cobrinha”. Ele pode ser considerado o primeiro game que fez sucesso e entreteve uma geração de pessoas, que passavam horas jogando.

Mas a grande mudança começou com o lançamento dos feature phones, modelos de aparelhos com teclados alfanuméricos físicos Qwerty, que permitiram expandir as possibilidades e a indústria de games enxergou uma grande oportunidade, trabalhando em diversas opções, para todos os gostos e idades.

As primeiras versões de games eram programados em 2D e Java, sistema operacional que permite desenvolver programas compatíveis com diferentes plataformas, com um único código. Entre os primeiros jogos famosos estão Prince of Percia, Rayman, Asphalt e Ganstar.

Um fato curioso é que nesta época os aparelhos tinham sistemas operacionais muito diferentes e uma produtora precisava criar mais de mil versões do mesmo jogo para que ele pudesse rodar na maioria dos modelos. Com e evolução dos smartphones, as publishers passaram a oferecer games em 3D, com realidade aumentada e gráficos extremamente realistas.

Com o lançamento dos sistemas operacionais Android e iOS, as marcas começam a disponibilizar uma infinidade de aplicativos e jogos, gratuitos ou com preços mais acessíveis. É nesse período que surgem outros hits como Angry Birds, Temple Run, Meu Malvado Favorito: Minion Rush e muitos outros.

Com o lançamento do Android, os jogos ficaram mais acessíveis, dominaram o mercado e estabeleceram a plataforma mobile como um dos grandes pilares da indústria de games, com arrecadação maior que os jogos para PC e consoles. Segundo os dados da pesquisa NewZoo de 2019, os jogos mobile foram responsáveis por 60% do faturamento do setor em 2019. Vale lembrar que os jogos mobile são uma grande revolução do mercado de games, provando que é democrático e tem espaço para todos os gostos.

E, além de jogar, o público gosta de dividir a experiência com outros jogadores, por isso o sucesso dos apps de streaming como a Nimo TV, que conta com mais de 30 milhões de downloads, sendo que 65% dos acessos é feito por mobile. Essas pessoas passam em média 52 minutos por dia assistindo as transmissões na plataforma e o jogo mais stremado e consumido pelo público da plataforma é o Free Fire.

Por Rodrigo Russano Dias, gerente de Marca e PR da Nimo TV.