Os torneios de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) da BLAST podem deixar de contar com a Astralis. Em matéria do site Politiken.dk, o CEO da Astralis Anders Hørsholt condenou a parceria da organizadora de torneios com o projeto saudita NEOM, a qual chamou de inaceitável. No mesmo texto ele ainda destacou que "os esports são para todos".
“Sempre queremos resolver esse tipo de problema diretamente com nossos parceiros, e dar a eles uma chance justa de resolver isso da maneira certa”, disse Hørsholt em nota. “Ao mesmo tempo, porém, deixamos claro que não podemos de forma alguma participar num contexto em que nossa marca, jogadores ou parceiros estejam ligados a empresas desse tipo e, naturalmente, esperamos que a Blast encontre uma solução”.

O que é NEOM?

A mega cidade futurista criada pelo governo da Arábia Saudita é definida como "próximo capítulo da humanidade". No início de agosto, a Riot Games anunciou a parceria entre a NEOM e a League of Legends Championship Series da Europa (LEC), resultando em duras críticas de fãs personalidades da indústria. Entre os principais argumentos está o abuso do governo saudita contra a comunidade LGBT, o que vai contra os ideais defendidos pela LEC.

Não demorou muito para Riot Games voltar atrás e cancelar o combinado. Apesar disso, uma fonte interna disse ao Dexerto que a companhia estava "absolutamente ciente" das implicações de trabalhar com o governo saudita, e como isso seria visto. Por isso, segundo a fonte, a equipe que trabalha na LEC não foi informada.

No CS:GO

Desde que a BLAST anunciou a parceria, as críticas vieram de comentaristas a jogadores. Segundo o HLTV, vários times se uniram para pressionar o cancelamento do acordo. A declaração de Hørsholt é, entretanto, a palavra mais taxativa até então: sem a Astralis, a BLAST sofreria um duro golpe, uma vez que os dinamarqueses estão entre os melhores times do cenário.