Certa pessoa que não gosta de jogos roguelike/lite recebeu um desses para review. Esse jogo foi o Necronator: Dead Wrong, e a pessoa é a que Vos Fala™. Desenvolvido pela Toge Productions e publicado pela Modern Wolf em julho, sim, o review era para ter saído antes. Junte tudo isso, o que pode dar errado agora, em setembro? Absolutamente nada, certo? Absolutamente nada.


Uma colação de grau diferente

Você acabou de se formar na Academia Morto-Vivo, e um dia é abordado pelo misterioso Chubat. E ele enxergou em você um grande potencial para dominar as terras de VivsVivos, assumindo o título de Necronator, o maior de todos os necromantes. Chique, de um jeito meio mórbido.

Necronator é divertido?


A resposta rápida é sim. A resposta longa é sim, mas com poréns. Para quem gosta de roguelike, vai ser uma diversão diferenciada. Necronator une ainda os gêneros de card building e tower defense, no que você precisa atacar bases e unidades inimigas, enquanto protege o seu portal. Você faz tudo isso com um deck de cartas, mas a gente fala disso daqui a pouco. 

Para quem não gosta de roguelike igual a mim, a resposta real: sua diversão vai ser condicionada ao seu grau de paciência. E a capacidade de não entrar em pânico na hora de tomar decisões com um monte de inimigos te atacando, enquanto a mana regenera desde o começo.

Jogabilidade

Você começa com o comandante Cavaleiro da Morte e o deck Aço e Ossos. A medida que progride no jogo, você enche uma barra de progresso e desbloqueia novos conteúdos como cartas, deck e o segundo comandante: o Espírito Desencarnado. Um terceiro será lançado em breve, e você poderá fazer o mesmo com o Espírito Desencarnado.

Quanto aos modos, existem dois: o história e o infinito, onde você literalmente vai até onde aguentar. É uma opção interessante para quem só quer entrar no jogo, bater nuns inimigos e sair. Em ambos os casos vale a mesma regra de ouro: a sua fonte é o seu HP. Quando ele zerar, fim de jogo. E você terá que voltar desde o começo.

Controles


Os controles de Necronator são simples. Eles basicamente focam em dar zoom in/out, girar e inclinar o mapa, e não menospreze isso. Principalmente o comando de girar o mapa, que é de uma baita ajuda em certas horas. Antes da primeira jogatina eu super indico você ativar o tutorial, pois ele é rápido e pela simplicidade de comandos, você não vai ter que decorar muita coisa.

Minha única crítica é que você não consegue ativar uma carta só de clicar e soltar ela no mapa, não importando o local. É uma crítica boba? Talvez. Mas poder fazer isso economizaria instantes de ouro num jogo onde cada segundo vale muito.

Gráficos e som

Eu adoro jogos com gráfico pixelado, e isso me fez ficar muito cativada pelo Necronator. O som tem um jeitão aventuresco, quase retrô. É um detalhe que somado ao gráfico e tudo que eu disse até agora, faz sentido. Ah! Um detalhe importantíssimo: o jogo é totalmente traduzido para português, o que é ótimo.

Um ponto importante


O balanceamento vai testar a sua paciência. Alguns inimigos são bem fortes, enquanto certas cartas e relíquias acabam não sendo tão úteis. A desenvolvedora vem liberando patches para corrigir isso, e está monitorando o feedback dos jogadores. Então não deixe de comentar nos canais oficiais de como o jogo pode melhorar ainda mais. Feedback é tudo.

Rejogabilidade

Necronator: Dead Wrong pune com certo rigor quando você erra. Isso desanima? Sim. Por outro lado, ele é bem divertido e com uma rejogabilidade muito alta. O motivo? Algo que deu a Minecraft tanta longevidade: seeds. Basta você digitar um número qualquer antes de começar a jogatina, e o jogo vai gerar um mapa. Com isso, as possibilidades em Necronator são literalmente infinitas.


Necronator: Dead Wrong
Lançamento: 2020
Desenvolvedora: Toge Productions
Publicadora: Modern Wolf
Plataformas: PC (Steam)