Exibido em 2019, Dr. Stone foi um dos destaques do ano. O anime é do tipo 8 ou 80: ou você ama, ou odeia - eu fiquei no primeiro grupo. Adaptando a obra de Boichi (arte) e Riichiro Inagaki (história), ele mostra quando o estudante do ensino médio Taiju Ooki iria se confessar para crush Yuzuriha Ogawa. É quando sem explicação, toda humanidade é petrificada. Milhares de anos depois, Taiju e o amigo Senku acordam em um velho-novo mundo. O Armadura Nerd lista, a seguir, cinco motivos para assistir esse anime tão falado.


O trailer

Sim, o trailer é um bom motivo.



A trilha sonora é tirar o chapéu (mesmo sem você ter um)


Dr. Stone tem uma trilha sonora incrível, uma das melhores que eu ouvi nos últimos anos. O trabalho de Hiroaki Tsutsumi, Tatsuya Katō e Yuki Kanesaka é divertido, aventureiro e mágico. Num paralelo, a trilha tem um ar medieval similar às trilhas de Zelda, e orquestrações que não devem nada aos filmes da Disney. Tem até músicas improváveis como "Chemical Boys Bogie Mix". 

Já os temas de abertura do anime apostam no rock. "Good Morning World!" do Burnout Syndromes é amor a primeira ouvida, e junto com o vídeo faz uma abertura matadora. Embora não tenha grudado de cara, "Sangenshoku" do PELICAN FANCLUB virou amorzinho. Ela também combina muito com o seu vídeo.

Os encerramentos são curiosos, pois apostam no pop e hip-hop. É uma escolha improvável? Sim, mas é normal para os padrões desse anime tão bacana. Com isso, "LIFE" do Rude-a e "Yume no You na" de Yusuke Saeki criam um contraste que você não esperaria, mas que é bem-vindo.


O visual do anime é de encher os olhos


Dr. Stone é um anime realmente bonito, com cenários cuidadosamente ilustrados. O resultado é uma experiência de assistir mais vívida e até épica. A estrela das cenas é o cenário, e a equipe achou várias formas de fazer isso, como por exemplo, o uso inteligente dos ângulos de câmera.

O time de diretores e diretores chefe de animação não é pequeno, então não tenho como citar todos os nomes. Fica, entretanto, o destaque para Shunichiro Yoshihara (Jojo's Bizarre Adventure: Golden Wind) na direção de arte, Yuko Iwasa (Saint Seiya: The Lost Canvas) no design de personagens.

Existe um vídeo muito bom sobre o processo de animação, que vale a pena a espiada:



É e não é o seu shonen regular


Os clichês do shonen de lutinha estão em Dr. Stone. É um anime exagerado e engraçado, mas com altos riscos. Ele se leva muito à sério e ao mesmo tempo não. Tem luta, núcleo antagonista vs núcleo protagonista, e toda tensão até os dois se enfrentarem de forma mais direta. Mas então, o que tem de diferente?

A ciência é realista, e ao mesmo tempo irreal - mas de um jeito que atende ao propósito do anime. Por ser um gênio, eu esperava o Senku ser convencido e arrogante. Convencido ele é, mas não de um jeito que irrita. Dr. Stone precisa dele para tudo, pois ele é o protagonista. Entretanto, Senku sempre enfatiza que todo mundo tem importância na ciência. Ou seja: ninguém é escada para ele brilhar, todo mundo vai junto. Senku é tão humano quanto cientista.


Tem uma trama atual


A trama de Dr. Stone é clichê e ao mesmo tempo bastante atual. O anime toca muito em temas como a nossa dependência da tecnologia, passado, futuro, saudade, relações com as pessoas, memórias, e "o tipo de mundo que você considera ideal." Isso, inclusive, é um spoiler sem contexto do momento chave onde tudo muda na primeira temporada. E não se engane: o final dela é explosivo, de um jeito que o início de engana. Mas da melhor forma possível.