No último domingo (08) aconteceu, de forma presencial, a 1ª Festa Literária de São Paulo. O evento, com dez editoras presentes, durou cerca de 11 horas e contabilizou 5.500 livros vendidos com rotação de 2,5 mil visitantes entre leitores, editores e autores.

Num cenário de crise, o mercado editorial não estava preparado para enfrentar uma pandemia global como a da COVID-19. Por isso, autores e editoras usaram a criatividade para se reinventar, trazendo eventos virtuais e aumentando o desempenho de lojas online. O cancelamento da Bienal do livro de SP fez grande falta e foi daí que surgiu a ideia da FLISP.

“A pandemia não parou nossa produção e tivemos muitos lançamentos durante o ano”, diz Lilian Vaccaro, publisher do Grupo Editorial Coerência, editora responsável pela criação do evento. “Marcamos o evento sabendo que poderia não acontecer”, continua a editora, que afirma também que só daria continuidade à FLISP se São Paulo estivesse na fase verde.

No início de outubro, o governador João Doria anunciou fase verde para 76% das cidades de São Paulo, incluindo a capital. O estágio permite quase todas as atividades e reabertura de teatros, cinemas e eventos. As medidas de segurança são obrigatórias. Lotação reduzida, distanciamento de 1,5 metro entre as pessoas, obrigatoriedade de uso de máscaras, lugares marcados, medição de temperatura, entrada com horário escalonado, higienização de sala e microfones, e fluxo rotativo de participantes.

Realizada na Associação Osaka Naniwa-Kai, na região da Vila Mariana, A FLISP contou com diversos lançamentos de livros, sessões de autógrafos, confraternização entre autores e dez estandes para editoras de pequeno, médio e grande porte (Alfabeto, Angel, Bamboozinho, Bezz, Coerência, DCL, Faro, IBEP, Leya Brasil e PL).