Em março de 2020, com as medidas para conter a propagação do novo coronavírus, milhares de trabalhadores e estudantes precisaram trocar escritórios e escolas pelas salas de casa, e de uma hora para outra tiveram que se adaptar ao home office e ao ensino a distância. Esse movimento até alavancou a venda de dispositivos eletrônicos, mas apenas para uma parcela da população, realçando os desafios para outra boa parte de brasileiros.

Esse é um dos flagrantes do IDC Consumer Behavior 2020, estudo realizado entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, com mais de 1200 representantes das gerações Z, Y, millenials e baby boomers, de ambos os sexos e de todas as regiões do país. Segundo o estudo, mesmo diante das necessidades impostas pela pandemia, apenas 3 em cada 10 brasileiros investiram em equipamentos eletrônicos (computadores desktop, notebooks, tablets e/ou all-in-one) para ajudá-los em suas tarefas. A pesquisa também alerta que pouco mais de 10% ainda não possui qualquer dispositivo.

Liderado pelo gerente de Pesquisa & Consultoria para a área de Consumer da IDC Brasil, Reinaldo Sakis, com apoio de sua equipe de analistas, o estudo também dedicou espaço aos smartphones e identificou a intenção dos respondentes em investir nessa categoria.

"No geral, os consumidores planejam gastar mais no próximo celular em relação ao que gastaram em seu atual", diz Sakis. "Mesmo que boa parte da população ainda esteja absorvendo os impactos da pandemia, essa tendência de aumento de gastos tem como base a importância que os smartphones ganharam no cotidiano brasileiro, chegando até mesmo a ser um substituto dos computadores em diversas funções", reflete o gerente da IDC Brasil.

A guinada do e-commerce em relação aos canais e venda físicos foi outro destaque do Consumer Behavior 2020. Segundo Sakis, o estudo do comportamento do consumidor, que é feito pela IDC Brasil desde 2015, já apontava um crescimento consistente da venda de celulares nos canais digitais, porém a edição de 2020 mostrou uma aceleração forte, colocando a modalidade no segundo lugar, com quase 40% das vendas.


Os estudos da IDC Brasil com os dados consolidados das vendas de computadores, tablets, celulares e impressoras em 2020 serão divulgados em breve.


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