No dia 26 de fevereiro o Epica lançou Omega, oitavo álbum de estúdio. Foram cinco anos desde o último registro, o conceitual The Holographic Principle (2016), e bastante expectativa para o próximo capítulo dessa jornada. O que os holandeses -e basicamente, ninguém- contava, era que no meio do caminho haveria uma pandemia.

Poderia o Epica conseguir entregar um álbum, e com a qualidade esperada pelos fãs? A resposta rápida é sim, a banda conseguiu. Para quem gosta de metal sinfônico, Omega é uma ótima pedida. Para quem ainda não ouviu o álbum, a gente traz uma lista de seis motivos para dar uma força.


1) É um álbum robusto

Omega poderia ser um pouco mais curto? Poderia. Apesar disso, ele apresenta músicas muito bem produzidas, e a primeira impressão que fica é marcante. O álbum tem forte influência do death metal, o que já é tradicional do Epica. Ele esbanja energia, e tem um equilíbrio de respeito entre sinfonia e metal, onde as duas partes brilham juntas, sem uma ofuscar a outra. É um dos álbuns mais robustos já lançados pelo Epica.


2) Simone Simons


Durante toda vida no metal, a ruiva tem convivido com o preconceito que ser bonita = não ser uma boa cantora, uma besteira gigante. A performance da Simone no Omega é a minha favorita desde o The Quantum Enigma, meu álbum favorito do Epica. Ela conduz as músicas de um jeito que te envolve e às vezes é teatral, sabe? Não do jeito ruim. É quase como se você estivesse ouvindo um musical.


3) Os singles foram muito bem escolhidos

O single deve deixar a pessoa curiosa e interessada em ouvir o álbum completo. Todos os singles do Omega fazem exatamente isso, e muito bem: Abyss of Time - Countdown to SingularityFreedom - The Wolves WithinRiversThe Skeleton Key e o Omegacustic.


4) É acessível e satisfatório


Existe uma ideia errada de que a música só é popular porque é de baixa qualidade. Em certos casos sim, é o caso. Mas não é a regra, e bandas como Queen e Muse podem provar. O mesmo se aplica ao Epica. Mesmo com um som pomposo, Omega é um álbum fácil de ouvir. Vale dizer: nas primeiras vezes achei ele meio cansativo depois de Rivers. Hoje eu sinto a duração de 1h10mins fluir melhor.

5) Aborda temas atemporais

Hoje eu respeito, e até aprendi a gostar do jeito que o Epica compõe as letras - mesmo que os temas nem sempre me interessem tanto. No Omega tem de tudo um pouco: Code of Life é sobre a edição do genoma humano, e Rivers, sobre a calma e incerteza da vida. Tem ainda Freedom - The Wolves Within falando sobre o que nós queremos ser e refletir para o mundo: tudo depende de qual lobo você alimenta, e do quanto consegue controlar eles.

6) Você pode ouvir agora mesmo


É claro que eu não iria encerrar a lista sem o motivo principal. Solte o play no Omega aqui e agora, assim você não perde nada: