O Dia internacional da mulher é um lembrete importante dos sucessos e das lutas femininas. Por aqui, o 8 de março está ainda mais especial, pois tem review de filme. Nós vamos falar de Mulher Maravilha 1984, que infelizmente eu não vi no cinema por razões de pandemia. Felizmente o Looke salvou a minha cara, então eu pude assistir na segurança de casa e trazer esse bate papo.


Primeiro, o trailer

Assim você não perde nada:



Boas escolhas


Eu adoro filmes que recriam alguma época passada, e fazem a gente esquecer do século 21. WW84 leva você para o colorido espalhafatoso dos anos 80, com TVs de tubo, punks de moicano e calças apertadas da Olivia Newton John. Essa ambientação me conquistou de imediato, pois eu adoro a cultura pop oitentista. Escolher 1984, período de Guerra Fria, também foi um acerto para dar mais contexto à trama.

WW84 tem quatro momentos bem claros. Na sequência inicial você volta à Themyscira de um jeito bem hype. A segunda mostra como está a vida de Diana Prince sendo heroína e civil, apresenta os personagens e perigo principal. Ele é desenvolvido na terceira parte, mas às vezes foi cansativo e eu quase desisti do filme. Mas a insistência valeu a pena: a parte final é a melhor.


Que trama?


Isolada por escolha e circunstâncias, Diana trabalha na curadoria de um museu. Aqui ela conhece e faz amizade com a nova contratada, Barbara Minerva. Não muito depois o museu recebe uma pedra misteriosa, capaz de realizar o que uma pessoa mais deseja. Daí o filme nos apresenta ao Maxwell Lord, o cara que vai fazer a história andar com as ações que vão colocar a humanidade em risco.


Exagero do bem


Mulher Maravilha 1984 é um filme exagerado, porém nada mais justo se ele é situado numa década tão cafona. O exagero também aparece nas cenas de luta e nas acrobacias da Diana, absurdas ao melhor estilo O Tigre e o Dragão. Isso me deixa meh nos filmes de herói, mas aqui eu perdoei e até gostei. Motivo? Eu gosto da protagonista.

O roteiro e a direção vieram com uma mensagem que nunca sai de moda: cuidado com o que você deseja, pois pode conseguir. Eu quero coisas, mas será que eu estou pronta para tê-las? Querer é poder? Existe desejo sem consequências? Trazer esses debates para o mundo da pandemia deixa o filme ainda mais relevante.


Elenco afinado


Elogiar a Gal Gadot é manjado. Ela tornou Diana Prince numa mulher elegante, inteligente, nobre e sensível. O filme acerta em cheio explorar o dilema dela ter poderes, o que muita gente quer, mas ter que abrir mão da própria felicidade para garantir que as pessoas tenham a delas. A Mulher Maravilha da Gal Gadot é encantadora, e uma das melhores escalações da DC no cinema desde Christopher Reeve como Superman.

A presença do Chris Pine proporciona risos, momentos fofos e muita emoção. Tem uma cena dele com a Diana que é mega importante, e me fez chorar igual criança. A Kristen Wiig, embora apareça menos que o esperado, aproveita cada minuto de tela. Você não concorda com o que ela faz, mas entende as razões.

O Pedro Pascal é quem rouba a cena. Maxwell Lord é engraçado e carismático demais, o que torna ele muito mais perigoso. Max é uma mistura de RR Soares com Silvio Santos, cheio de bordões e maneirismos. Ele também quer provar o seu valor, mas as formas de fazer isso são... Questionáveis. Você discorda de tudo que ele faz, mas tendo a mesma chance, será que você faria diferente?


O quinto elemento


A trilha sonora do Hans Zimmer deixa Mulher Maravilha 1984 ainda melhor. Ela dá mais peso à tudo que acontece no filme: a alegria é mais alegre, a tristeza é mais chorosa, e a tensão é real. Ela faz com que os personagens principais brilhem ainda mais. Não dava para esperar menos que o incrível de um dos melhores compositores do mundo.


Fecha conta e passa a régua


Mulher Maravilha é bem menos ruim do que eu pensava. Eu adorei o filme, mas quase não assisto por causa de umas opiniões que eu li. Os exageros da produção podem fazer pensar que é um filme vazio, mas não é. Ele tem coração, é divertido, crítico, esperançoso, clichês bem feitos e temas reais sem ser pesado demais. WW84 mostra que a gente vive num mundo de merd*, mas que existem tantas coisas bonitas.