Ironicamente, esse não é o nosso primeiro review de um trabalho da Taylor Swift, mas é o primeiro de um álbum completo. Fearless (Taylor's Version) foi lançado no dia 9 de abril, iniciando a jornada de re-regravações dos álbuns da cantora. Com 26 faixas, sendo seis delas inéditas, o novo Fearless é obrigatório para os fãs de longa data. Mas o álbum também é uma viagem bem interessante para quem deixar o preconceito de lado, e ouvir para saber "quem é essa Taylor Swift que todo mundo fala tanto."


Um pouco de contexto

Foi em 2008 que a Big Machine Records lançou Fearless, segundo álbum de uma garota que na época tinha só 19 anos. Taylor Swift compôs a maior parte das músicas enquanto promovia o álbum de estreia, e abria turnês para outros artistas country. A mistura country pop do álbum foi elogiada pela crítica e rendeu vários prêmios, entre eles o Grammy 2010 de Álbum do Ano.

Daí veio uma das maiores polêmicas na indústria da música. Em 2019 a cantora se envolveu numa disputa judicial com o manager Scooter Braun, e a antiga gravadora, na aquisição do seu catálogo. Taylor Swift nunca conseguiu adquirir as masters originais, as quais Braun assumiu a posse quando sua companhia comprou a Big Machine Label Group. Como resposta a cantora decidiu re-regravar seus álbuns, começando pelo Fearless.


O novo Fearless é

Uma experiência confortadora de um jeito estranho, mas do tipo bom. O álbum é um upgrade do "irmão mais velho", homenageia o legado do Fearless original, mas ao mesmo tempo tem a própria alma. Um não anula o outro, mas por causa de toda confusão com Braun & cia, os fãs obviamente vão preferir ouvir o Taylor's Version. Até eu compartilho desse sentimento.

A re-regravação manteve o country pop carismático leve, cativante, com momentos pop rock mais claros. As letras são as mesmas de 2008: elas exploram o sentimento adolescente de amar e ter o coração partido, uma coisa bem filmes da Hilary Duff. Não curto os temas, mas gosto bastante da forma que a Taylor Swift apresenta eles: é calmo quando precisa, animado na hora certa, faz sorrir e deixa o coração quentinho.

O álbum provoca até um sentimento de nostalgia, mesmo sem eu ter pego o lançamento de 2008. Curioso.

A melhor parte do álbum é a própria Taylor Swift. Ela canta de um jeito que mantém a aura dos 18 anos e a influência country, mas com as características atuais: uma voz mais rica, madura, relaxada e grave. E como um bom vocal grave realmente me conquista, então aqui estamos.


Veredito

Fearless (Taylor's Version) não é só um ótimo álbum, é outro capítulo na vida da cantora pela luta por mais ética na indústria da música. Ele mostra o quanto a cantora evoluiu em como fazer música, e vai deixar os fãs na expectativa pelas próximas re-regravações. O dia em que ela anunciar o Taylor's Version do 1989, a Pessoa que Vos Fala vai ser pura hype.


Ouça o álbum