Num raro momento dessa indústria vital, eu fiquei sem tema pra gente conversar no Play de maio. Quando isso acontece eu costumo ter um plano B, mas até ele pareceu ruim. O pânico quis bater quando veio a ideia: pra evitar falar de mês das mães, vamos fazer um negócio diferente, mas ainda assim musical e gostosinho. Como semana passada eu vim ouvindo a trilha sonora de Streets of Rage, vamos trocar uma ideia sobre essa maravilha do Yuzo Koshiro.

A gente começa com The Street of Rage.


Uma lenda da música, não só nos games

Se a game music de hoje é uma indústria, agradeça ao Yuzo Koshiro por ter aberto o caminho anos atrás junto com outros nomes lendários. Compositor, arranjador e programador, o japonês foi um dos primeiros compositores creditados com o nome real em um game - dois, no caso: The Revenge of Shinobi e Streets of Rage. Antes, os envolvidos costumavam ser creditados com nomes bizarros. Tipo o "James Banana" de Castlevania, que era a compositora Kinuyo Yamashita.


Streets of Rage na minha vida

É um jogo que eu amo, e uma das minhas franquias prediletas. Eu adoro como a história é simples, mas humana. Tudo que o primeiro jogo te diz está na abertura e no encerramento. O que eu aprendi sobre o lore foi lendo o manual do meu Mega Drive, com resumos sobre os jogos do cartucho 6 Pak. Isso me dava uma asa enorme pra imaginar histórias extras, como ficou a vida do Adam, Axel e da Blaze depois do game.

Yuzo Koshiro assinou a trilha sonora dos três primeiros SoR. Streets of Rage 4, lançado em 2020, também teve envolvimento da lenda, que compôs algumas das músicas junto com um baita time de estrelas.


E o nosso Play?

The Street of Rage é o tema da introdução, e até hoje eu acho ele tão atmosférico. Muito bonito mesmo, consigo ver na minha cabeça os créditos subindo e contando a trama do jogo só de ouvir. A batida é até meio dramática, se bobear. Obviamente ela é dançante: Yuzo Koshiro adorava música eletrônica, e ele explorou isso perfeitamente. É uma música gostosa de ouvir, dançar, e tem um groove excelente. Ela caberia fácil na trilha sonora de um filme de SoR com o arranjo original.

A trilha sonora toda tem muita coisa de club, house, techno, drum and bass, o que contribuiu pra que hoje a música eletrônica fosse um dos meus gêneros favoritos.

Então... Vamos lá soltar o Play? Antes tem um porém.

A versão do YouTube é menor que a disponível no Spotify. Se você puder eu recomendo ouvir essa, para ter a experiência completa. Vou deixar os dois players em todo caso.