Eu estava programando o melhor momento, e o dia finalmente chegou: vamos ter um Play dedicado à Taylor Swift. Você leu certo. Será que a editora virou Swiftie? Mais ou menos.

Não sou tiete, e principalmente, não curto as letras românticas adolescentes. Acho brega, mas não julgo quem gosta. Eu adoro Cèline Dion, então posso tudo menos julgar, ha. Mas eu gosto bastante do conjunto da ópera: vocais, melodia, produção e tudo junto. Sem contar que a Taylor Swift é uma pessoa fácil de admirar, ainda mais depois de assistir o documentário Miss Americana

Como junho é o mês dos namorados, nada mais contexto, né? Então vamos começar a semana com a nova versão de Love Story.


Um álbum que fez história duas vezes

Talvez você saiba, talvez não, mas a Taylor Swift iniciou a carreira na música country. Em 2008 ela lançou o segundo álbum de estúdio, Fearless, que foi um baita sucesso. Misturando pop e country ela emplacou sucessos como Love Story, You Belong to Me, Fifteen e Fearless. A recepção geral foi boa, e no temido Metacritic o álbum tem nota 73. O álbum venceu vários prêmios, incluindo dois Grammys: o de Álbum do Ano e o de Melhor Álbum Country.

Aí pulamos para 2021, onde a cantora tem tido a pandemia mais produtiva do entretenimento. A cantora lançou o folklore, o evermore, e quando todo mundo achou que ela não tinha mais o que inventar, veio o anúncio relâmpago e o lançamento do Fearless (Taylor's Version). O rolê que levou a esse álbum é mega complicado, e você pode entender melhor neste link.

Sem surpresas, o novo Fearless também foi sucesso. Ele alcançou o topo das paradas na Austrália, Canadá, Irlanda, Nova Zelândia, Escócia, Reino Unido e EUA. O álbum também se tornou a primeira re-re-gravação a ficar em primeiro lugar na Billboard 200.


E o nosso Play?

Eu não curto country. O mais perto que eu cheguei disso foi ouvir um álbum da Julianne Hough. Até por isso eu prefiro os álbuns mais pops da Taylor Swift, além dos atuais, mais atmosféricos e adultos. Eu nunca tinha ouvido o Fearless até sair a re-regravação, e acabei gostando muito - tanto que saiu review dele.

Love Story é uma das minhas favoritas do álbum. Mesmo o meu coração amargurado admite que a letra é fofinha e açucarada, e a mistura de pop country é bem acessível e muito bem feita. É uma música embalada, animada, e os violinos dão um toque ao mesmo tempo country e de classe. O que eu mais gosto na música, entretanto, é o vocal da Taylor.

Ela reproduz bem o sotaque e os maneirismos da Love Story original, mas tira uma ótima vantagem do amadurecimento vocal. De verdade, é muito bom. Os graves dela estão entre os melhores que eu já ouvi em algum tempo.

Então vamos lá. Abra o coração e vire Swiftie você também.

(Mas pera, você não disse que não era exatamente Swiftie?)