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Você que acessa o Armadura Nerd com frequência acaba sabendo e conhecendo um pouco sobre a Twitch e suas polêmicas em geral, especialmente quando acontece um novo "meta" para aumentar os ganhos de seguidores, doações e subs em seus canais, especialmente explorado pelas streamers. Esse ano tivemos o meta das banheiras, e logo foi oficializado e liberado pela plataforma, começou a era do ASMR visual de lambida!

Tudo que é realizado dentro da plataforma precisa se enquadrar dentro do TOS, o famoso Terms of Service que no português das ruas: Termos de Serviço. Sabe aquele textão que você pula direito pra parte de clicar no "Eu tenho mais de 13 anos" e "Eu aceito os termos de serviço"? Então...

Diante disso tudo que siga o TOS está safe e não temos do que reclamar, se não curtir o conteúdos de alguns canais, basta não consumirmos os mesmos e pronto. Agora, os metas começaram a ir em um ponto que gera debates interessantes e pertinentes, enquanto as praticantes iam testando o limite da plataforma.

Não atoa as vezes é melhor partir para o Onlyfans!

Dos games ao mundo da Emanuelle



O meta da banheira gerou muitas discussões entre audiência e streamers, mas em tantas coisas que se discutiu e sempre comentavam sobre a audiência infanto-juvenil da Twitch, eu não vi ninguém comentar um ponto que seria muito relevante: se libera a live em piscinas e derivados, a plataforma acaba de autorizar menores de 13 à 17 anos a fazerem essas lives!

O único mecanismo de defesa é facilmente burlável, afinal, o máximo que pode ser feito é indicar que a live é para maiores, e pasme, você só precisa apertar o botão que pergunta se você é maior e pronto, nem acessar sua conta você precisa. Logo a Twitch tem de ver como lidar com isso.

Indo ao ponto das crescidinhas e que estão bem conscientes do que estão fazendo de frente pra câmera com o menor bikini que possuem, é bem discutível a categoria. Tem como criar algo interessante, criativo e que entretenha com a ideias da categoria "episódio de praia", contudo, também é fácil ser algo facilmente taxado de vulgar ou no limite do TOS.

Ironicamente a Twitch acabava sendo rápida para banir qualquer desleixo em live como bikini que caiu rapidamente mostrando por menos de um segundo o mamilo, uma tremenda evolução se pensarmos que já houve briga para a Twitch banir esse tipo de coisa (que está no TOS como passível a ban).

Mesmo com muitos detalhes sobre como essas lives deveriam acontecer e o que não poderiam ser realizados, muitas streamer famosas do meta abusaram do que não poderia e seguiram ilesas. A Twitch proíbe foco excessivo na bunda, algo que acabou com muitas thot dançarinas...

Categoria das banheiras era um band-aid numa fratura exposta

Eis que a D'va se aposentou em um futuro apocaliptico


Quando se oficializou que as banheiras, jacuzzi e praias estava mais do que liberadas (e nada de categoria para leituras segundo o mod que ficou bem animado com a notícia) era notório que em breve um novo meta seria apresentado ao mundo. Foi mais rápido que poderíamos imaginar.

Com todas as pessoas que são suas rivais tendo o mesmo espaço para brigar por visibilidade, o que fazer? Eis que a categoria dos ASMR voltaram aos holofotes com a combinação que testou ao máximo a frase que o Community Manager da Twitch tanto martelou:

“Em primeiro lugar, ninguém merece ser assediado pelo conteúdo que escolhe transmitir, sua aparência ou quem são, e tomaremos medidas contra qualquer pessoa que perpetue esse tipo de toxicidade em nosso serviço”.

“Em segundo lugar, embora tenhamos diretrizes sobre conteúdo sexualmente sugestivo, ser considerado sexy por outras pessoas, não é contra nossas regras, e a Twitch não tomará medidas contra as mulheres, ou qualquer pessoa em nosso serviço, por sua atratividade percebida.”

O limiar do que seria ou não sexualmente sugestivo finalmente foi rompido, e diga-se de passagem, bem demorado até para a plataforma agir. Afinal, se ficar deitada com uma calça extremamente apertada marcando a bunda, enquanto lambe um microfone com orelha e tem uma câmera focando as suas expressões enquanto realiza isso, e praticamente 99% das pessoas que viram isso associou a um tutorial de como fazer algo sexualmente sugestivo demais, bem, talvez até o ato coito poderia ter passada de pano da moderação pelo jeito.

Provavelmente um novo meta surgirá e logo estaremos vendo o retorno de Amouranth e Indiefoxx, as maiores impulsionadoras dos últimos metas e rivais na busca pelo seu Prime (que aliás, sinta-se livre para escorregar aqui).

O futuro


A Twitch precisa saber o que ela quer também pois por mais que não haja pronunciamento sobre os casos e a demora para agir, pois mesmo que essas gigantes ficaram ao menos uma semana abusando da quebra do TOS, a plataforma lucra com os subs, Primes e mais audiência para seus ad... Mas temos outro porém!

Vimos que Amouranth perdeu os ad em seu canal no período final das banheiras dentro do "Só na Conversa" e mesmo recuperando, isso ligou um alerta geral sobre um possível novo "ADcalipse", o primeiro foi vivido no Youtube no passado. Segundo a plataforma os anunciantes pediram para não terem suas marcas vinculadas ao canal dela. Esse efeito poderia ser expandido a outros canais ou mesmo categorias.

Cada um faça seu conteúdo como quiser e sem ferir o TOS e seja feliz e farm bem, enquanto isso, que a Twitch consiga ser mais clara e melhore o ambiente pois ela foi de "plataforma de games" para "plataforma de entretenimento" e certos tipos de entretenimentos, requerem mais cuidados ou mesmo site dedicado a isso.

E para finalizar é curioso como a Twitch possuí muitas atrizes pornô e ex-atrizes realizando lives, e justo a maior parte delas, seguem o TOS sem problemas e raramente apelam para seu corpo buscando romper os limites aceitáveis na plataforma. Saudades quando o maior absurdo da Twitch era a dona arremessando o gato pra trás.

PS: nada é justificava para assediar ou zaralhar a vida de criadores. Viu algo errado? Denuncie pela Twitch.