Emma Stone estaria considerando processar a Disney por lançar Cruella no Disney+. Segundo o editor do The Hollywood Report Matt Belloni, a atriz estaria "avaliando suas opções". Belloni também colocou Emily Blunt como um nome que pode se manifestar após a estreia de Jungle Cruise neste final de semana. 

Cruella, que conta a história de origem da icônica vilã dos 100 Dálmatas, foi lançado em 28 de maio nos cinemas e no Disney+ por meio do Acesso Antecipado. O mesmo modelo foi usado nas estreias de Mulan e Raya e o Último Dragão. Assim, além da assinatura do serviço, seria necessário pagar uma taxa que no Brasil custa R$ 69,90. O mesmo vale para Jungle Cruise, que estreou no Brasil na quinta-feira (29).

Enquanto o filme estrelado por Emma Stone foi considerado sucesso de público e crítica, os números de bilheteria não foram exatamente impressionantes. Cruella tem pouco mais de R$ 220 milhões de globais, e muitos especularam que o lançamento simultâneo foi a causa do menor potencial do filme obter números melhores.

Em comparativo, Um Lugar Silencioso 2, foi lançado apenas nos cinemas e arrecadou mais de US$ 291 milhões globais. Vale registrar: a Paramount, estúdio do filme, também tem a sua plataforma de streaming, o Paramount+.


Entenda a confusão


Na quinta-feira veio a notícia de que Scarlett Johansson está processando a Disney pelo lançamento de Viúva Negra no Disney+. O processo cita que a decisão foi uma brecha no seu contrato, cujo salário está ligado aos números de bilheteria - e que ela acredita ter sido prejudicado pelo Acesso Antecipado.

Belloni indicou que Johansson tem um apoio esmagador de outros artistas, e especulou que o problema não será resolvido. Os advogados da Disney não demoraram a dar uma resposta rápida, porém polêmica ao acusar a atriz de "ser insensível com a pandemia global de Covid-19". 

Creative Artists Agency (CAA), agência de talentos da atriz, criticou a declaração, e o fato do estúdio ter revelado o seu salário no filme. "Eles acusaram vergonhosamente e falsamente Sra. Johansson de ser insensível com a pandemia global do Covid, em uma tentativa de fazê-la parecer alguém que eles sabem que ela não é".

A Disney afirma que aderiu completamente a todas as estipulações do contrato de Johansson. Uma possível tentativa de minar as alegações da atriz, o comunicado disse que seu salário não foi prejudicado pelo lançamento do Disney +, mas aumentou.


E agora?

Bello também chamou a Disney de "notoriamente difícil de lidar" nessas circunstâncias, acrescentando que outros criativos estão esperando nos bastidores que alguém sob os holofotes se manifeste.

Num cenário de Davi e Golias, é preciso entender: mesmo sendo um nome de peso em Hollywood, é pouco provável que Scarlett Johansson bateria de frente com a Disney sem evidências sólidas. Agora, é aguardar as próximas semanas e uma declaração de Emma Stone, ou até mesmo de Emily Blunt e The Rock sobre Jungle Cruise. O que pode ser o prego no caixão do Acesso Antecipado.