Com quase 20 anos de carreira, o Trivium não tem mais nada para provar a ninguém, e está no auge. A banda sempre foi um nome de peso dentro do mal visto metalcore, e com os anos evoluiu para ser o seu próprio gênero. No dia 8 de outubro veio outra prova com o lançamento de In the Court of the Dragon, 10º álbum de estúdio. Sequência de What the Dead Men Say (2020), um dos plays mais aguardados do ano se mostrou uma espera que valeu muito a pena.

Para quem já ouve a banda desde outros carnavais, vai reconhecer em In The Court of the Dragon uma excelente mistura de eras. A banda resgatou o thrash metal do Shogun com momentos rápidos, pesados e que são uma verdadeira pedrada. Foi uma surpresa e alegria enormes, pois eu sou muito fã do Shogun por ele ser simplesmente brutal


O Trivium também deu sequência aos riffs agressivos e a camada de melodia que você ouve em The Sin and the Sentence e What the Dead Men Say. Essa parte mantém o lado core que nunca realmente ficou de fora. Com isso você tem 52 minutos equilibrados dentro dessa dinâmica de um jeito impecável. É coisa para surpreender até uma grande fã.

E se temos grandes músicas, é graças à grandes músicos. O Trivium se comporta com uma segurança e maturidade que me deixa emocionada, de verdade. Cada pedacinho de música mostra o quanto a banda está ciente de que tem um material incrível em mãos.


Corey Beaulieu traz uma guitarra distorcida, ora em momentos de metal progressivo cheios de energia. Já o baixista Paolo Gregoletto conduz o groove do álbum com muita competência. O que eu disse do Corey, vale para a guitarra do Matt Heafy.

Mas não tem jeito: a estrela desse álbum é o baterista Alex Bent. Elogiado desde que entrou para o Trivium em 2017, Alex ataca a bateria sem dó, com um bumbo marcante, blastbeats de sobra e um ritmo frenético. 


A mesma segurança, peso e melodia dos instrumentos, você encontra nos vocais. Heafy está cantando de um jeito agressivo como no Shogun, o que é ótimo. Os momentos de voz limpa remetem mais aos álbuns já citados, o que é interessante. Ele encontra, outra vez, ótima companhia no vocal agressivo de Beaulieu, e na voz limpa de Gregoletto.

Vale a pena ouvir In the Court of the Dragon?

Demais. É um álbum intenso, forte, com a dose exata de sentimento. Para quem é fã do Trivium, é uma ótima experiência ver onde a banda chegou, num mix de som moderno x clássico. Para quem gosta de bom heavy metal, mesmo sem conhecer nada do Trivium, 100% recomendo também. É o tipo de álbum para qualquer um com bom gosto musical, pura e simplesmente.

Solte o play no álbum completo


Faixas favoritas: Like a Sword Over Damocles, A Crisis of Revelation, The Phalanx