Um ano após seu lançamento na sétima geração de consoles, os Vingadores chegaram aos novos consoles para vivermos uma aventura que reúne diversos elementos de sagas famosas do quadrinho, um toque de MCU, jogo como serviço e... Será que é a bomba que muitos plantaram por aí? Vamos conferir.

Vingadores, avante

Com a Square Enix responsável pelo projeto e focando no game como um serviço, ou seja, um game para podermos jogar por um longo período de tempo, recebendo conteúdos novos com o tempo e tendo micro transações (algo perturbador para jogos com preço cheio).

A história começa no Dia-A no qual os Vingadores estão celebrando o lançamento do seu novo Aero Porta-Aviões movido por uma nova energia experimental com uma fan fest. Alguns fãs participaram de um concurso de fan fics e foram selecionados para poder disputar as fases finais, além de, serem premiados com acesso VIP a essa grande festa. Nisso assumimos o controle da jovem Kamala Khan e vamos conhecendo os Vingadores.


Mas nem tudo são flores e o evento sofre um ataque que acaba com a festa, destrói uma boa parte de Nova Iorque, com a morte do Capitão América, efeitos para além do pós-traumático em muitos, e, isso nos leva a uma leve adaptação dos efeitos do tratado da Guerra Civil. Cinco anos se passaram e os Vingadores sumiram do mapa com a tecnologia da IMA ajudando a cuidar do mundo.

Novos Vingadores

O incidente do Dia-A espalhou radiação da nova fonte de energia, e com isso, alguns dos afetados sofreram reações distintas e geraram os meta humanos, e entre eles, Kamala Kahn desenvolve super habilidades nas quais seu corpo ganhou a capacidade de esticar, crescer e se moldar. Por ser muito fã da Capitã Marvel, ela se auto intitula como Miss Marvel e parte em busca de tentar reparar os erros que o mundo não sabe, ainda, sobre o Dia-A.

Com isso começamos de vez nossa aventura no game, os eventos do Dia-V servem como tutorial e principalmente nos mostra como cada herói possui uma forma distinta de jogar, baseado em suas habilidades se seus ataques forem corpo-a-corpo ou a distância.

Kamala possui a típica personalidade do milenial tagarela e isso geram alguns momentos cômicos conforme vamos encontrando os Vingadores pelo mundo, digo, pelo Estados Unidos porque o mundo se resume a lá né...

O diferencial da dublagem

Pelo fato da história impactar muito no desenrolar do game, é uma surpresa muito que o game foi totalmente localizado no Brasil, não apenas com as legendas e menus, mas também a dublagem mantendo quase todas as vozes dos filmes presentes aqui.



O efeito da dublagem muda muito a experiência e tira um pouco do peso massivo que seria ficar focado demais nas legendas ou ficar pescando todo o diálogo de ouvindo, sendo que, muitas das vezes o pau tá torando e eles estão falando coisas, explicando algo da missão ou momento.

Particularmente gostei do novo mood do Bruce Banner e como a nova voz para o game, casou tão bem com o estado emocional que o Doutor vive após os Vingadores viverem escondidos pelo mundo. Sem contar suas interações que testam sua paciência com a jovem Kamala.


Nem tudo são flores mas...

No final do dia o jogo dos Vingadores não é a nova maravilha do mundo, contudo, passa longe de ser a bomba que plantaram sobre o game e ele serve como uma distração honesta para quem buscava um beat em' up de super-heróis com algo a mais.

O modelo de jogo acabou sendo "meio que cobaia" e isso prejudicou muito seu primeiro ano e até gerou resultados muito abaixo do esperado e ainda tiveram algumas escolhas desastrosas como impulso de XP pago.


Mas como dito, para uma opção para detonar uma aventura com personagens que você curte e talvez até realizar as outras campanhas disponíveis, caso não queira encarar as missões no modo online. Marvel's Avengers pode sim entreter, e se tornar melhor ainda para os donos de Xbox, que podem jogá-lo via Game Pass. Mas caso você não curta o game, mesmo como uma distração mais simples e honesta meio MCU, meio quadrinhos, eu te entendo e tá tudo bem.